22 de jan de 2010

APARECIDA


na bruma calma
da praia de Cabral
enxergo uma torre difusa
ao longe, muito ao longe

desembarco meu cavalo branco
minha armada quezilenta
e minha alma retorcida
pela tormenta da viagem

grito por alguém
que me salve de mim
e de meus pesadelos

e tu respondes lá ao longe
do alto de tua torre
deixando cair tuas tranças
me chamo Maria

seja bem Aparecida
digo eu
Maria Aparecida
dizes tu

Atit Ordep

Foto de negateven

2 comentários:

Anne Lieri disse...

Sue,que belo poema!Muito comovente e profundo!Isso é que é saber escrever!Adorei!Bjs,

Solange disse...

onde quer que estejamos, sempre temos um amigo(a).
bjs...