20 junho 2026

OS FALSOS


Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir,
deve carregar
muitas almas falsas,
arrastá-las
em seus infernos particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca
se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.

Ferina izil
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Artesãdaspalavras | izilgallu


POEMA CRIADO 01.09.2008

Um comentário:

Juan Antonio disse...

Izil, linda amiga

Debo estudiar portugués
para comprender tus versos
éstos me llenan de besos
el alma y el corazón a la vez.

Tu alma es poesía
tu pluma pinta bien
con mucha alegría
tu poema canté.

Un abrazo.

Juan Antonio