MEU AQUI,
ALI,
NO ALÉM .
artesã das palavras
postado pela primeira vez
05.05.2010
POETAS FERIDOS, POSTAGENS FERINAS
Podem parecer vulgares,
irreais.
Mas são reais.
Vi paixões culpadas,
secretas
cresci num mundo de
outras verdades,
nuas e cruas
Não vivi em contos de fadas
vivi o lado real,
o lado cruel da vida.
Ninguém era inocente
ninguém era santo
Na minha história não há
virgens,
príncipes,
ingênuos.
Só há lobo mau
Ferina izil
poema escrito em 09.06.w2008

Os mistérios da noite
me causam arrepios
São momentos de paixões
e transgressões
Nos quartos,
nas camas,
nas celas e celas.
Tudo é permitido
Entre quatro paredes
não existem pudores
são nestes momentos
que me transporto,
saio de mim
minha alma flutua
para espreitar
amantes noturnos
Como sombra vagueia
por todos os cantos,
ouço juras de amor,
palavras ardentes.
Acontecem grandes
desonras,
caem as máscaras.
Ninguém mais é santo
Os castos e puros
tiram as vestes
profanam até
imagens santas
Nestes momentos
meus arrepios
se transformam em horrores
Até os que pregam
virtudes e castidade,
livram-se delas
tornando-se nus
Ferina izil
Você deveria ser o forte
esta é a regra do jogo
Desde sempre os machos
eram os protetores
Mas estás seguindo o
rumo inverso, não
tens mais o poder
de me proteger,
acabou
Você desistiu de
ser o forte
se tornou pequeno,
frágil,
covarde
enfim morreu
para a vida
ou está vivendo
covardemente
Ferina izil
POEMA CRIADO EM 28.07.2008
Por vezes me surpreendo
com meus pensamentos
Não sei de onde saem estas
malditas palavras sem pudor
Eu as quero afugentar,
mas elas rodeiam minha mente
forçam-me a pensar
querem mesmo me embaraçar
tentando me fazer escrever
coisas que fogem à imaginação
Mas estão de
castigo estas palavras
não vão mais sair
de minha mente
Não vão mais me
envergonhar.
Ferina IZIL
POEMA CRIADO EM 29.07.2008

Nada importa realmente,
da vida nada levamos
Não importa como vivemos
ninguém pode ser nosso juiz,
nem tem razão para ser.
Somos todos possuidores
de caráter duvidoso
Temos medo da morte,
temos culpas e vícios.
Temos nossas manias
Somos tolos bastantes
para não vermos a vida
escapando pelos dedos
Paramos de viver
só para sermos
falsos felizes,
dependentes de relações
que nada mais têm de
beleza ou cumplicidade
São somente escoras para
não termos que realmente
acordar,
lutar e viver
Ferinaizil
POESIA CRIA EM 04,08.2008
Uma criança morta
Uma centena de crianças mortas,
simplesmente nada acontece
o mundo não se comove mais
não temos mais seres humanos
no comando do país
Parece que todos venderam
suas almas para o diabo
para ao poder chegar
e agora têm que cruéis
se tornarem para fazerem
jus à fortuna que roubam
das nossas pobres
crianças mortas
abandonadas
assassinadas
Ferinaizil
VERSO CRIADO 14.08.2008
Ele apareceu...
Era um anjo com
as asas quebradas
precisava de ajuda
precisava de reparos
fora machucado por
alguém ingrato que
dele apoderou-se
depois ao chão o atirou
ele, desprevenido,
não pode voar, caiu
e as asas quebrou
Agora só resta procurar
ajuda para as asas consertar
só assim ele poderá partir
para bem longe daqui
longe da...
crueldade humana.
Ferina izil
CRIADA EM 15,08.2008
Ferinaizil
POEMA DE 28.08.2008
Ferinaizil
A tristeza habita em mim
Nasci com ela, como se
nasce com uma deficiência
Por mais que eu me esforce
ela não desaparece
Todas as manhãs
com chuva ou com sol
ao acordar me deparo com ela
Não é uma coisa que eu goste
eu a odeio
Luto todas as manhãs para
ela sumir
mas não consigo me livrar
Ela se faz presente
povoando minha mente
transformando minhas feições
Penso em mil possibilidades
de existir sem ela
mas não vou ao encontro
de nenhuma
acho que acostumei-me
com a maldita tristeza
Ferinaizil
CRIADA 7 DE OUTUBRO DE 2008

O bem que queremos a alguém
é só nosso
não pode ser repartido
Compartilhamento,
não pode ser explicado
É egoísta, fanático, doido,
alegre, fantástico
Não se pode descrever o
quanto ao outro queremos,
porque podemos perdê-lo
Queremos juntos,
perto eternamente
Sabemos que é impossível tal prazer
O ser a ninguém pertence
é individual
Mesmo sabendo da dor
de um dia ver a partida
Queremos sempre mais perto
Mesmo dizendo vá,
queremos dizer fique, por favor
Mesmo sorrindo alegre
com as idas,
Estamos morrendo
com as partidas
Somos assim,
Somos pais
Somos filhos
Somos humanos com coração
Ferinaizil
CRIADA 12 DE NOVEMBRO 2008

A chuva cai
torrencialmente lá fora.
Eu aqui aquecida
fico pensando.
Quantas criaturas
estão por aí
No meio da chuva,
sem eira nem beira.
Talvez derramem tantas
lágrimas quanto as gotas
da chuva que cai.
Com certeza seus ossos
doem, seus corpos latejam.
E eu aqui em meu canto
me sentindo infeliz.
Ferinaizil
5 DE DEZEMBRO 2008

Insuportavelmente desamada
Dolorido está meu coração,
por não ter por quem pulsar.
Sinto frio, meus braços
não têm mais calor.
Minha pele se ressente da
falta de carícias
Está envelhecendo por
falta de amor.
Nem quem só me queira
bem tenho achado.
“Ai”, como dói esta solidão.
Ela usava uma saia vermelha
Tinha os olhos e cabelos
tão negros quanto a noite sem lua
Ela vinha ninguém
sabe de onde
Surgia de repente, do nada.
Era admirada, cantada, exaltada.
Mas assim como
um vendaval ela passava
sem se importar com nada
E a todos atravessava
E a todos ignorava
Simplesmente seguia
ia embora sem rastro,
só deixava seu perfume
que a todos enfeitiçava.
Ferinaizil
Sumiste.
Simplesmente não estás mais
em meu coração.
Não apareces, não existes.
Aquele que eu conhecia
já não existe.
Desisti de você.
Não eras quem eu via,
era outro o real.
Fui lograda.
Fiquei cega e não te vi verdadeiro.
Quando enxerguei,
vi a face horrível,
a traiçoeira, a da mentira.
Descobri seus mistérios.
Seu caráter é mau.
Não posso mais te querer.
Adeus.
.
Ferina
izil
O amor distante
maltrata o coração da gente.
O mundo se acaba
com tanta dor que causa este amor.
Este ingrato até parece que esquece
que a solidão existe.
Ao mesmo tempo em que
tudo quer ter vida,
nada vive, nada há,
enquanto o amor próximo
não chegar.
Amar é tão complexo,
é tão sofrido, que parece
que a vida não mais existe
sem este amor.
Se este amor perto chegar,
a felicidade certamente trará.
Os corpos se juntarão
e as dores desaparecerão.
Somente se este amor existir,
ele nos fará viver.
.
Ferina
É uma espera eterna a minha.
Espera de alguma coisa
que não sei descrever.
Paz, é isto...
Olho para este cantinho
e desejo estar aí,
sentada, quieta, sozinha.
Somente o som das aves,
das folhas caindo, do vento.
Nenhuma voz, nenhum
murmúrio, nenhum ai.
Nada além do silêncio
é o que desejo.
Somente a paz, por um
momento.
.
Ferina
izil
Não preciso de piedade,
não preciso que enxugues
minhas lágrimas.
Posso fazê-lo sozinha,
sei carregar minha cruz.
Não imploro afeição,
me dá quem quer.
Não preciso de amor fugaz,
nada parecido com
vento, fumaça,
com nuvens que passam.
Não necessito de ajuda.
Quero um amor real,
um amor que queima e
aquece como o fogo na lareira.
Quero emoções fortes,
como raios e trovões.
Afagos e acenos eu dispenso.
Meio sorriso não quero.
Quero gargalhadas,
quero beijos e abraços.
Tapinhas nas costas
são para funerais.
.
Ferina
Izil
A tristeza é profunda,
dói lá no centro do coração.
Quando o sentimento “medo”
rodeia nossa alma, nosso coração.
O medo da morte.
A simples menção da palavra morte
já é suficiente para o coração doer.
Qualquer que seja o objeto da morte:
um amor que morreu,
um amigo que se foi,
um ente querido,
um animal de estimação.
Falamos muitas vezes:
“Quando eu morrer,
quero assim, quero aquilo,
quando morrer quero que
esqueçam-me”,
mas a verdade
é que não queremos que
este dia chegue jamais.
Não somos preparados para
enfrentar a maior das perdas,
nem a nossa própria morte.
Não fomos programados para
aceitar a morte,
somente para morrer.
.
Ferina
izil
Lamento Vermelho
O lamento, penso eu,
tem a cor vermelha.
Fecho os olhos e vejo a
união do lamento e do vermelho.
É vermelho como a cor da dor.
Lamento, dor, vermelho,
tudo uma coisa só,
a se confundir em
minha mente.
.
Ferina
izil
Você não me alcança,
não tem sensibilidade para isto.
Estou a mil anos-luz
distante de você.
Seguimos na contramão,
cada qual para um lado.
Vou escrevendo meus caminhos,
deixando pequenos sinais.
Dos teus caminhos nada sei,
não vejo nenhum sinal.
Você não me enxerga,
não sabe nada de mim.
Nosso querer não combina,
estamos muito longe.
Sou invisível para você.
.
Ferina
izil
Minha vontade era ter você
sem medos, sem amarras.
Sei que não nos pertencemos,
somos duas criaturas diversas.
Você com esse ar de sério,
eu vendo teu inverso.
É muito louco o pensamento,
faz-me corar só de imaginar.
Nunca pensei que viver
poderia ser algo complexo,
que a vida nos leva para um lado,
enquanto sabemos
que era o outro lado que
queríamos conhecer.
Tenho inveja dos errantes
que não acompanham a vida,
a vida é que os segue.
Vão de acordo
com a própria vontade,
não seguem normas,
nem regras,
têm o que querem
e
querem o que têm.
.
Ferina
izil
Ando pelas ruas,
escorrego no sangue das sarjetas.
Estou confusa, não sei mais nada.
Este sangue será meu,
será dos mortos, será teu?
Estou andando à toa,
em círculos, sem rumo.
Procuro por uma mão amiga,
nada encontro a não ser
mortos-vivos, pedaços de gente,
corpos sem corações, sem emoções.
Será que o mundo acabou
e eu não percebi?
Será que morri e não me dei conta?
Onde será que estou?
Cadê as mãos estendidas?
Cadê você, cadê ele?
Por que ninguém responde?
Por que este silêncio que dói?
Socorro, alguém me ajude,
me acorde, me tire deste
pesadelo, aqui nada é real.
.
Ferina
izil
Por favor, responda-me,
mande-me qualquer sinal.
Não acredito que teu amor
desfez-se como fumaça.
Por favor, me informe:
como vais? Como estás?
Não é possível que possas
sumir sem olhar para trás.
Se algum dia me amou,
se algo era real,
responde-me, avise-me
com qualquer sinal.
Servem cartas, telegramas,
mails, bilhetes,
até mesmo, se puder,
que sejam sinais de fumaça.
.
Ferina
izil
Sei de pouco
um tudo,
sei nada, não.
O que aprendi esqueci.
O que gostei acabou.
Passei assim por você.
Passei assim pela vida.
Nada ficou guardado.
Nada me magoou.
A vida é um suspiro.
Fechamos a boca e fim.
Lágrimas em vão
não mudam em nada
os movimentos da Terra.
.
Ferina
izil
Sei que difícil sou de entender.
Meus poemas são sem nexo,
sem rimas,
nada de palavrinhas rimando
com palavrinhas.
Poemas doces há aos milhares,
espalhados, todos escritos
com muito esmero.
Mas não os meus.
Nem sei se são poemas
o que escrevo.
Acho que não, talvez
umas frases que eu
junto e penso que sou
uma poetisa.
Mas enfim, é assim:
meus temas não são doces.
Minhas escritas
não são suaves.
Talvez meus amores
sejam fatais.
.
Ferina izil
Corpos caídos sem vida.
Gritos desesperados no ar.
Vidas se esvairando.
Tentativas inúteis de ressuscitação.
A transformação é rápida.
Agora jaz rígido, frio, sem cor.
.
Ferina izil