8.8.26

PALAVRAS OFENSIVAS

 Palavras podem ser ousadas,
malcriadas, ofensivas.
Ando à procura de uma
para te qualificar.
Mas aí, então,
não poderei publicar,
porque algumas palavras
não ficam bem em poemas.
Então, o que farei
é te ignorar.
Penso que pode ser bem ofensivo
fingir que nunca exististe.
Ou, se exististe,
já morreste.
Talvez tenhas morrido mesmo
de rir da minha cara,
só porque um dia te amei,
acreditei no que dizias,
e foi assim que me enganei.

ferina izil
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
poesia criada e postada em 
28.06.2008 no blog Poemas e Pensamentos

24.7.26

EU QUERIA ESTRELAS


Um dia lhe pedi sorrisos
recebi lágrimas
Eu queria alegria
recebi amargura
Pedi-lhe flores
enviaste-me espinhos
Eu clamava por silêncio
você produzia ruídos
Eu queria ver estrelas
você mostrou-me escuridão
Você não me entendeu
eu queria receber amor
você só me deu dor
.

Ferinaizil

artesãdaspalavras/izilgallu

25.6.26

PENSAMENTOS SOLTOS

 

 QUERO - TE 

MEU AQUI, 

ALI, 

NO ALÉM .

artesã das palavras/izilgallu

postado pela primeira vez

05.05.2010

20.6.26

NINGUÉM ERA INOCENTE


Quando escrevo,
não invento.
Escrevo o real.
Vivi estas realidades
como nos romances
de Nelson Rodrigues.
Podem parecer vulgares,
irreais.
Mas são reais.
Vi paixões culpadas,
secretas.
Cresci num mundo
de outras verdades,
nuas e cruas.
Não vivi
em contos de fadas.
Vivi o lado real,
o lado cruel
da vida.
Ninguém era inocente.
Ninguém era santo.
Na minha história
não há virgens,
príncipes,
ingênuos.
Só há
lobo mau.

Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu

poema escrito em 09.06.2008

OS MISTÉRIOS DA NOITE



Os mistérios da noite
me causam arrepios.
e transgressões.
nas camas,
nas celas.
não existem pudores.
que me transporto,
amantes noturnos.
vagueia
por todos os cantos.
palavras ardentes.
grandes desonras.
tiram as vestes,
imagens santas.
que meus arrepios
em horrores.
virtudes e castidade
poema criado em 2007
São momentos de paixões
Nos quartos,
Tudo é permitido.
Entre quatro paredes,
É nesses momentos
saio de mim.
Minha alma flutua
para espreitar
Como sombra,
Ouço juras de amor,
Acontecem
Caem as máscaras.
Ninguém mais é santo.
Os castos e puros
profanam até
É nesses momentos
se transformam
Até os que pregam
livram-se delas,
tornando-se nus.


Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu




COVARDEMENTE VIVENDO















Tu deverias ser o forte.
Esta era a regra do jogo.

Desde sempre,
os machos eram
os protetores.

Mas estás seguindo
o rumo inverso.

Já não tens
o poder de me proteger.

Acabou...

Desististe
de ser o forte.

Tornaste-te pequeno,
frágil,
covarde.

Enfim,
morreste para a vida
ou estás apenas
vivendo covardemente?

Ferina izil

Artesãdaspalavras | izilgallu
foto ReinaldoFerro
poema postado no Recando em 30.06.2007

PALAVRAS MALDITAS


Por vezes,
me surpreende
com meus pensamentos.

Não sei de onde saem
estas malditas palavras
sem pudor.

Eu as quero afugentar,
mas elas rodeiam
minha mente.

Forçam-me a pensar,
querem me embaraçar,

tentam me fazer escrever
o que nem ouso
imaginar.

Mas estão de castigo,
estas palavras.

Não vão mais sair
de minha mente.

Ferina Izil

Artesãdaspalavras | izilgallu

POEMA CRIADO EM 29.07.2008

ESCAPANDO PELOS DEDOS

Nada importa realmente.
Da vida, nada levamos.

Não importa como vivemos.
Ninguém pode ser nosso juiz,
nem tem razão para ser.

Somos todos possuidores
de caráter duvidoso.

Temos medo da morte,
temos culpas e vícios.
Temos nossas manias.

Somos tolos o bastante
para não vermos a vida
escapando pelos dedos.

Paramos de viver
só para parecermos
falsamente felizes,

dependentes de relações
que já não têm
beleza nem cumplicidade.

São somente escoras
para não termos
que realmente acordar,

lutar

e viver.


Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferinaizil

POESIA CRIA EM 04,08.2008

ANJO QUEBRADO


Ele apareceu.
Um anjo
com as asas quebradas.

Precisava de ajuda.
Precisava de reparos.
Fora machucado
por alguém ingrato
que dele se apoderou
e depois,
ao chão,
o atirou.
Ele, desprevenido,
não pôde voar.
Caiu
e suas asas quebraram.
Agora só me resta
ajudá-lo
a consertar suas asas.
Só assim
ele poderá partir
para bem longe daqui,
longe
da crueldade humana.

Ferina izil
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
CRIADA EM 20.05.2007

UMA VEZ

UMA VEZ

Uma vez eu te quis
tão intensamente

que imaginei enlouquecer
sem você.

Então me explique:

como pude
tudo esquecer?

Como pude
te transformar
em passado?

Como pude
te apagar?

Como agora
não mais me recordo

por que eu
tanto te quis?

.
Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu

POEMA DE 28.08.2008

OS FALSOS


Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir,
deve carregar
muitas almas falsas,
arrastá-las
em seus infernos particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca
se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.

Ferina izil
.
Artesãdaspalavras | izilgallu


POEMA CRIADO 01.09.2008

AUSÊNCIA




Ausência
sem sentido.

Urgência
do desconhecido.

Ausência
de você.

Urgência
do amor.

Ausência
sem saber do quê.

Urgência
de algo deixado
lá atrás.


Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil

27.09.2008

MINHA TRISTEZA


A tristeza habita em mim.
Nasci com ela,
como se nasce
com uma deficiência.

Por mais que eu me esforce,
ela não desaparece.

Todas as manhãs,
com chuva ou com sol,

ao acordar,
me deparo com ela.

Não é uma coisa
de que eu goste.

Eu a odeio.

Luto todas as manhãs
para que ela suma,

mas não consigo
me livrar dela.

Ela se faz presente,
povoando minha mente,
transformando minhas feições.

Penso em mil possibilidades
de existir sem ela,

mas não vou
ao encontro de nenhuma.

Acho que me acostumei
com a maldita tristeza.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferinaizil

CRIADA 7 DE OUTUBRO DE 2008

ESTRANHA NOITE


À noite,
essa estranha
que não me acolhe
em teus braços,
que povoa
minha mente
de pesadelos.
Afasta-me
de você.
Não me traz
a paz.
Não permite
que eu sonhe
com teus beijos.
Não quer
que em teus braços
eu possa
repousar,
amar,
ultrapassar
fronteiras
indefiníveis,
infinitamente.

artesãdaspalavras
izilgallu
Ferina izil

CRIADA 15 DE OUTUBRO 2008

BASTA DE POUCO AMOR


Chega de meias palavras
Basta de pouco amor
Não quero mais sentimentos mornos
Quero um amor por inteiro

Quero algo quente, ardente.
Um sentimento voraz
Quero algo que me derrube
de quatro, me ame, me devore.

Quero sentir o calor
O quente da paixão
nada de sentimentos mornos.
Nada de meio amor

Quero algo devastador,
que ao meio me rasgue
Quero ser profanada,
Basta de calmaria
Basta de falso amor.
.
Ferina izil
artesãdaspalavras/izilgallu
Foto MiguelRita

CRIADA 11 DE JULHO DE 2007
postada no blog Poemas e Pensamentos

O BEM QUERER


O bem que queremos
a alguém
é só nosso.
Não pode ser repartido,
compartilhado,
nem explicado.
É egoísta,
fanático,
doido,
alegre,
fantástico.
Não se pode descrever
o quanto queremos
o outro,
porque podemos
perdê-lo.
Queremos tê-lo junto,
perto,
eternamente.
Sabemos ser impossível
tal prazer.
O ser
a ninguém pertence.
É individual.
Mesmo sabendo da dor
de um dia ver
a partida,
queremos sempre
mais perto.
Mesmo dizendo:
“Vá”,
queremos dizer:
“Fique,
por favor.”
Mesmo sorrindo
com as idas,
estamos morrendo
com as partidas.
Somos assim.
Somos pais.
Somos filhos.
Somos humanos
com coração.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferinaizil
CRIADA 12 DE NOVEMBRO 2008

DOR NA CHUVA




A chuva cai
torrencialmente
lá fora.
Eu, aqui aquecida,
fico pensando:
quantas criaturas
estão por aí,
no meio da chuva,
sem eira nem beira?
Talvez derramem
tantas lágrimas
quanto as gotas
da chuva que cai.
Com certeza,
seus ossos doem,
seus corpos latejam.
E eu,
aqui em meu canto,
me sentindo
infeliz.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferinaizil
5 DE DEZEMBRO 2008

RESSENTIMENTO



Sinto-me só.

Insuportavelmente
desamada.

Dolorido está
meu coração,

por não ter
por quem pulsar.

Sinto frio.

Meus braços
não têm mais calor.

Minha pele
se ressente
da falta de carícias.

Está envelhecendo
por falta de amor.

Nem quem
só me queira bem
tenho achado.

Ai,
como dói
esta solidão.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferinaizil

7 DE DEZEMBRO 2009

MULHER MISTÉRIO


Ela usava uma saia vermelha
Tinha os olhos e cabelos
tão negros quanto a noite sem lua
Ela vinha ninguém
sabe de onde
Surgia de repente, do nada.
Era admirada, cantada, exaltada.
Mas assim como
um vendaval ela passava
sem se importar com nada
E a todos atravessava
E a todos ignorava
Simplesmente seguia
ia embora sem rastro,
só deixava seu perfume
que a todos enfeitiçava.

Ferinaizil


NÃO SEI



O mundo não
merece receber
tantas injúrias.

Para o mundo
eu devo gritar
somente alegrias.

Sorrisos são
mais fáceis de
demonstrar...

Para este mundo
já tão sofrido,
que precisa somente de alegrias,
não mais deixarei lágrimas.

Ferina

izil

19.6.26

ADEUS




Sumiste.

Simplesmente não estás mais
em meu coração.

Não apareces, não existes.

Aquele que eu conhecia
já não existe.

Desisti de você.

Não eras quem eu via,
era outro o real.

Fui lograda.

Fiquei cega e não te vi verdadeiro.

Quando enxerguei,
vi a face horrível,
a traiçoeira, a da mentira.

Descobri seus mistérios.

Seu caráter é mau.

Não posso mais te querer.

Adeus.

.

Ferina

izil


O AMOR E A DOR





O amor distante
maltrata o coração da gente.

O mundo se acaba
com tanta dor que causa este amor.

Este ingrato até parece que esquece
que a solidão existe.

Ao mesmo tempo em que
tudo quer ter vida,
nada vive, nada há,
enquanto o amor próximo
não chegar.

Amar é tão complexo,
é tão sofrido, que parece
que a vida não mais existe
sem este amor.

Se este amor perto chegar,
a felicidade certamente trará.

Os corpos se juntarão
e as dores desaparecerão.

Somente se este amor existir,
ele nos fará viver.

.

Ferina

PAZ




É uma espera eterna a minha.
Espera de alguma coisa
que não sei descrever.

Paz, é isto...

Olho para este cantinho
e desejo estar aí,
sentada, quieta, sozinha.

Somente o som das aves,
das folhas caindo, do vento.

Nenhuma voz, nenhum
murmúrio, nenhum ai.

Nada além do silêncio
é o que desejo.

Somente a paz, por um
momento.

.

Ferina

izil

MORDAZ


Não preciso de piedade.
Não preciso que enxugues
minhas lágrimas.
Posso fazê-lo sozinha.
Sei carregar minha cruz.
Não imploro afeição.
Dá quem quer.
Não preciso de amor fugaz,
nada parecido com
vento,
fumaça,
nuvens que passam.
Não necessito de ajuda.
Quero amor real.
Amor que queima,
que aquece
como o fogo da lareira.
Quero emoções fortes,
como raios e trovões.
Afagos e acenos,
eu dispenso.
Meio sorriso não quero.
Quero gargalhadas.
Quero beijos e abraços.
Tapinhas nas costas
são para funerais.
Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu
.


A MORTE




A tristeza é profunda,

dói lá no centro do coração.

Quando o sentimento “medo”
rodeia nossa alma, nosso coração.

O medo da morte.

A simples menção da palavra morte
já é suficiente para o coração doer.

Qualquer que seja o objeto da morte:

um amor que morreu,
um amigo que se foi,
um ente querido,
um animal de estimação.

Falamos muitas vezes:

“Quando eu morrer,
quero assim, quero aquilo,
quando morrer quero que
esqueçam-me”,

mas a verdade
é que não queremos que
este dia chegue jamais.

Não somos preparados para
enfrentar a maior das perdas,
nem a nossa própria morte.

Não fomos programados para
aceitar a morte,
somente para morrer.

.

Ferina

izil


O LAMENTO



Lamento Vermelho

O lamento, penso eu,

tem a cor vermelha.

Fecho os olhos e vejo a

união do lamento e do vermelho.

É vermelho como a cor da dor.

Lamento, dor, vermelho,

tudo uma coisa só,

a se confundir em

minha mente.

.

Ferina

izil

PEQUENOS SINAIS



Você não me alcança,
não tem sensibilidade para isto.

Estou a mil anos-luz
distante de você.
Seguimos na contramão,
cada qual para um lado.

Vou escrevendo meus caminhos,
deixando pequenos sinais.

Dos teus caminhos nada sei,
não vejo nenhum sinal.

Você não me enxerga,
não sabe nada de mim.

Nosso querer não combina,
estamos muito longe.

Sou invisível para você.

.

Ferina

izil

SEM MEDO...




Minha vontade era ter você

sem medos, sem amarras.

Sei que não nos pertencemos,
somos duas criaturas diversas.

Você com esse ar de sério,
eu vendo teu inverso.

É muito louco o pensamento,
faz-me corar só de imaginar.

Nunca pensei que viver
poderia ser algo complexo,
que a vida nos leva para um lado,
enquanto sabemos
que era o outro lado que
queríamos conhecer.

Tenho inveja dos errantes
que não acompanham a vida,
a vida é que os segue.

Vão de acordo
com a própria vontade,
não seguem normas,
nem regras,
têm o que querem
e
querem o que têm.

.

Ferina

izil

PESADELO



Ando pelas ruas,

escorrego no sangue das sarjetas.

Estou confusa, não sei mais nada.
Este sangue será meu,
será dos mortos, será teu?

Estou andando à toa,
em círculos, sem rumo.

Procuro por uma mão amiga,
nada encontro a não ser
mortos-vivos, pedaços de gente,
corpos sem corações, sem emoções.

Será que o mundo acabou
e eu não percebi?

Será que morri e não me dei conta?

Onde será que estou?

Cadê as mãos estendidas?
Cadê você, cadê ele?

Por que ninguém responde?

Por que este silêncio que dói?

Socorro, alguém me ajude,
me acorde, me tire deste
pesadelo, aqui nada é real.

.

Ferina

izil

AVISE-ME



Por favor, responda-me,
mande-me qualquer sinal.
Não acredito que teu amor
desfez-se como fumaça.

Por favor, me informe:
como vais? Como estás?
Não é possível que possas
sumir sem olhar para trás.

Se algum dia me amou,
se algo era real,
responde-me, avise-me
com qualquer sinal.

Servem cartas, telegramas,
mails, bilhetes,
até mesmo, se puder,
que sejam sinais de fumaça.

.

Ferina

izil