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20 junho 2026

ESCAPANDO PELOS DEDOS

Nada importa realmente.
Da vida, nada levamos.

Não importa como vivemos.
Ninguém pode ser nosso juiz,
nem tem razão para ser.

Somos todos possuidores
de caráter duvidoso.

Temos medo da morte,
temos culpas e vícios.
Temos nossas manias.

Somos tolos o bastante
para não vermos a vida
escapando pelos dedos.

Paramos de viver
só para parecermos
falsamente felizes,

dependentes de relações
que já não têm
beleza nem cumplicidade.

São somente escoras
para não termos
que realmente acordar,

lutar

e viver.


Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferinaizil

POESIA CRIA EM 04,08.2008

OS FALSOS


Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir,
deve carregar
muitas almas falsas,
arrastá-las
em seus infernos particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca
se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.

Ferina izil
.
Artesãdaspalavras | izilgallu


POEMA CRIADO 01.09.2008

21 abril 2009

DESCOBRINDO O PROIBIDO













Preciso avançar.
Descobrir o proibido.
Sair do conhecido.
Entrar na zona do perigo.
Preciso saber mais
das coisas deste mundo,
sair da solidão,
entrar na multidão,
na zona do pecado.
O proibido é bom,
nele habita o perigo.
Vivendo no risco,
vivemos na inquietude.
O real é falso.
O real é cativo.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
izil
postada pela primeira 
em poemas e poesias.