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17 de mai. de 2009

CONTANDO ESTRELAS



Não consigo fingir a dor do outro
Eu sei da minha dor individual e tempestuosa
Dos meu cabelos brancos e roupas largas
Dos meus olhos pretos como do diabo
Tão culpados como o próprio nunca voltaria a ser
Do céu da minha boca eu contei
Quantas estrelas se apagaram todo dia
E eu sofria com minha dor (que era minha)
Tempestuosa, individual, aguda e sozinha
Eu aguentava o cansaço de acabar lentamente
É tão difícil fingir ser gente
Quando o bicho se revela totalmente
E da humanidade restou apenas a dor

(Ferina*Karolina B)

foto: link original

15 de mar. de 2008

ESTADO D'ALMA

Sou cruel como pessoa,
não sei ser amável,
nem sei mais ser delicada.
Meu limite como ser humano
não existe mais,
o prazer de escrever,
como quiser.
para este mundo.
mas não encontro
para esta anarquia.
se já tive um dia.
está terminando.
continuar humana.
um simples animal.
me tornei um animal.
Só me resta ainda
e este posso usar
Neste não preciso ser cruel,
não preciso ser humana,
posso simplesmente ser eu,
verdadeira ou falsa,
já não sei mais.
Escrevo e me contradigo.
Sou boa, sou má.
Sou santa, sou demônio.
Sou crente, sou descrente.
Não creio mais na humanidade.
Não creio em salvação
Procuro,
soluções ou saída
Não tenho mais heróis,
nem lembro
Talvez eu tivesse, sim.
Era uma heroína,
uma mulher,
minha mãe.
Ela já está partindo.
Seu tempo na Terra
Então não preciso mais
Posso ser mesmo
.
Ferina izil
Artesãdaspalavras | izilgallu