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20 junho 2026

OS MISTÉRIOS DA NOITE



Os mistérios da noite
me causam arrepios.
e transgressões.
nas camas,
nas celas.
não existem pudores.
que me transporto,
amantes noturnos.
vagueia
por todos os cantos.
palavras ardentes.
grandes desonras.
tiram as vestes,
imagens santas.
que meus arrepios
em horrores.
virtudes e castidade
poema criado em 2007
São momentos de paixões
Nos quartos,
Tudo é permitido.
Entre quatro paredes,
É nesses momentos
saio de mim.
Minha alma flutua
para espreitar
Como sombra,
Ouço juras de amor,
Acontecem
Caem as máscaras.
Ninguém mais é santo.
Os castos e puros
profanam até
É nesses momentos
se transformam
Até os que pregam
livram-se delas,
tornando-se nus.


Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu




25 junho 2008

NOITE MALDITA


A madrugada veste
o morto profano.
Espalha suas teias,
prendendo os incautos.
Na escuridão dos estreitos,
espreitam-se aqueles
que possuem veneno.
Tudo dilaceram
com sua fome de pecado.
São profanos.
São obscuros.
Crimes e batalhas
são travados
nas sombras.
Assim é a noite maldita:
cruel,
crua
e nua.
Sem máscaras.
Sem luz.
Sem lua.

Ferina izil 

Artesãdaspalavras | izilgallu
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foto de Vitor Cid