25 junho 2008

NOITE MALDITA


A madrugada veste
o morto profano.
Espalha suas teias,
prendendo os incautos.
Na escuridão dos estreitos,
espreitam-se aqueles
que possuem veneno.
Tudo dilaceram
com sua fome de pecado.
São profanos.
São obscuros.
Crimes e batalhas
são travados
nas sombras.
Assim é a noite maldita:
cruel,
crua
e nua.
Sem máscaras.
Sem luz.
Sem lua.

Ferina izil 

Artesãdaspalavras | izilgallu
.

 
foto de Vitor Cid

Um comentário:

Anônimo disse...

Izil amiga, vc sabe o que faz... tudo que escreve me emociona, qria muito ter sua competencia...
depois lhe enviarei um e-mail.
bjossss