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20 de jun. de 2026

RESSENTIMENTO



.Sinto-me só

Insuportavelmente desamada
Dolorido está meu coração,
por não ter por quem pulsar.
Sinto frio, meus braços
não têm mais calor.
Minha pele se ressente da
falta de carícias
Está envelhecendo por
falta de amor.
Nem quem só me queira
bem tenho achado.
“Ai”, como dói esta solidão.

Ferinaizil

7 DE DEZEMBRO 2009

28 de mar. de 2012

PERTENÇO



voce nao me conhece
fala como se me soubesse
devolve segredos com seu olhar
e perto dos meus resquícios
(o que eu costumava ser)
você faz um redemoinho e
de repente estou voando
fazendo parte da sua bagunça
faço parte de algum lugar
(ainda incompleta, mas eternizada)
obrigada, (preciso dizer?)
meu desejo perpétuo
hoje realizado, somente por saber
que agora pertenço

Ferina * Karolina B

10 de set. de 2011

NA SUA FORMA QUASE-HOMEM



Não me sinto tao poeta
nesse texto rabiscado
a poça de água no chão
parece-me mais digna
mais criativa e sincera
na sua forma quase-bola
quem dera eu esparramar
assim -livre nos azulejos
esperando o sol chegar
com o desejo soberano
de secá-la por completo
enxugar meus versos e
através dela -uma greta,
um buraco na janela
sentir o poeta jorrando
na sua forma quase-homem
agora mais digno, portanto
e livre para escrever

(ferina * karolina B )

25 de mai. de 2011

PAPEL EM BRANCO



Hoje me conformo
a dor nem sempre escreve
só tenho palavras ocas
provavelmente inférteis
eu não ouço a música
das letras inspiradas
Minhas musas,
belas como estátuas
dormirão sem serenata
pois o homem apaixonado
bebeu toda a garrafa
ficou tonto de tristeza
e adormeceu depressa
sobre um papel em branco

Karolina * Karolina B
.

7 de abr. de 2011

SAIR SEM ADEUS
















Você nem me disse adeus.

Nem foi preciso,
pois teus gestos
já demonstravam.

Eu sabia
que o amor não existia.
Só persisti por desespero,
por solidão.

É forte a coragem
de uma mulher
para ainda tentar.

Em contrapartida,
pode ser maior
a covardia de um homem
para simplesmente partir.

Quando não há
amor verdadeiro,
é mais fácil sair
sem dizer adeus.

.
Ferina izil


30 de mar. de 2011

ENCONTRO (DEIXE QUE A NEBLINA PASSE)



hoje acabou
o fim de uma tortura
um sonho repetido
que me alucinava
quantas noites
sonhei o mesmo
que te procurava
e meu coração
com choro e grito
me acordava
assim, tão aflita
mas hoje
finalmente consegui
no meu sonho
não mais o procurava
eu te encontrei
e depois desse tempo
pouco eu tinha
pra dizer
te ver foi o bastante.

ferina * Karolina B

6 de mar. de 2011

O AMOR NA TRINCHEIRA



É difícil admitir
mas foi a guerra
que eu perdi
nas batalhas perdidas
pra você e para mim

Um soldado abatido
sem honras desse amor
minhas armadilhas
foram desativadas
e as minhas armas
hoje são brinquedos
nas suas mãos

Não adianta insistir
na espera de um resgate
pois meu coração reconhece
que esse é o nosso fim
Sempre estivemos
de lados opostos
e como inimigos declarados
só podíamos terminar assim

E se um dia
na fronteira te encontrar
não pense duas vezes
me faça de alvo
mire bem e acerte
não me poupe

Pois nessa guerra
de mil e um extremos
entenda
eu mesma me machuco
pra não ter
que te ferir

Ferina * Karolina B

10 de fev. de 2011

SOBRE A SOLIDÃO DAS RUAS



Esse senhor
não foi lapidado
é um homem
sem chapéu
sem fraque
vive nos becos
escondido
nas sombras
daqueles
que passam
embebidos
do mesmo amor
que ele provou
e agora sente
amargar na boca
das ruas,
da sarjeta
onde mora
a solidão.

ferina * Karolina B

11 de set. de 2010

TRAIÇÃO



O inverno não está lá fora
Esse inverno está aqui dentro
Onde as janelas recebem
ferozes rajadas de vento

E as portas estão batendo
na parede do pensamento
que está rachada ao meio
Como pedras de esquecimento

Os vasos estão quebrados
Nada que possam resgatar
Pois se quebraram por dentro
E ninguém consegue colar

Os vidros da mesa flutuam
por todas as direções
Os cacos do espelho refletem
pedaços de dois corações

Ferina*Karolina B

9 de mar. de 2009

O QUARTO





Eu vi que era você

Não quis abrir a porta
Pedi, sai, vai embora

Bradou meu coração


O seu vulto de perto

Ouvi sua respiração

Quase, por um triz, abro

A fechadura do tempo


Um dia decidi então

Vou sair, quero te ver

Que a dor eu sinta e viva

Pois quero te seguir!


Do quarto saí aos pulos

Seu corpo, seu vulto
Quem abraço e beijo

Se agora não vejo ninguém?


(Ferina*KarolinaB)

5 de mar. de 2009

TUDO, TODOS, O QUE EU NUNCA VI




Esse cansaço faz de mim menos
E não consigo me ouvir aqui dentro
Todos parecem dar os seus passos
Enquanto estou caída no chão


Vivo como quem espera mais em vão
Pois nada o mundo pode oferecer
Anoiteço mesmo em plenas manhãs
Durmo para ignorar que o nada existe


Vivo assim no meu instante triste
Procurando uma divina mão
Que me arranque dessa noite eterna
E explique o tempo que perdi


Tudo, todos, o que eu nunca vi


(Ferina*KarolinaB)

1 de jun. de 2008

ONTEM EU CHOREI


Ontem eu chorei!
Sozinha.
Precisei do seu ombro,
mas ele não estava disponível.
Ontem eu lamentei minha solidão,
lamentei por um amor
que não tenho,
Ontem você não estava ali.
De nada adianta
este ser não sendo,
este dar não tendo.
Ontem eu compreendi,
Você vive em mim,
não vive pra mim...
.

Ferina *izil*