24 de jul. de 2026

EU QUERIA ESTRELAS





Um dia lhe pedi sorrisos
recebi lágrimas
Eu queria alegria
recebi amargura
Pedi-lhe flores
enviaste-me espinhos
Eu clamava por silêncio
você produzia ruídos
Eu queria ver estrelas
você mostrou-me escuridão
Você não me entendeu
eu queria receber amor
você só me deu dor
.

Ferinaizil

25 de jun. de 2026

20 de jun. de 2026

NINGUÉM ERA INOCENTE



Quando
o escrevo
não invento
escrevo o real
vivi estas realidades
como nos romances
de Nelson Rodrigues.

Podem parecer vulgares,
irreais.
Mas são reais.

Vi paixões culpadas,
secretas
cresci num mundo de
outras verdades,
nuas e cruas
Não vivi em contos de fadas
vivi o lado real,
o lado cruel da vida.
Ninguém era inocente
ninguém era santo
Na minha história não há
virgens,
príncipes,
ingênuos.
Só há lobo mau

Ferina izil
poema escrito em 09.06.w2008

OS MISTÉRIOS DA NOITE



Os mistérios da noite
me causam arrepios
São momentos de paixões
e transgressões
Nos quartos,
nas camas,
nas celas e celas.
Tudo é permitido
Entre quatro paredes
não existem pudores
são nestes momentos
que me transporto,
saio de mim
minha alma flutua
para espreitar
amantes noturnos
Como sombra vagueia
por todos os cantos,
ouço juras de amor,
palavras ardentes.
Acontecem grandes
desonras,
caem as máscaras.
Ninguém mais é santo
Os castos e puros
tiram as vestes
profanam até
imagens santas
Nestes momentos
meus arrepios
se transformam em horrores
Até os que pregam
virtudes e castidade,
livram-se delas
tornando-se nus

Ferina izil


foto Dickson Jr.

POEMA CRIADO EM 07.07.2008

COVARDEMENTE VIVENDO




Você deveria ser o forte
esta é a regra do jogo
Desde sempre os machos
eram os protetores
Mas estás seguindo o
rumo inverso, não
tens mais o poder
de me proteger,
acabou
Você desistiu de
ser o forte
se tornou pequeno,
frágil,
covarde
enfim morreu
para a vida
ou está vivendo
covardemente

Ferina izil

POEMA CRIADO EM 28.07.2008

PALAVRAS MALDITAS




Por vezes me surpreendo
com meus pensamentos
Não sei de onde saem estas
malditas palavras sem pudor
Eu as quero afugentar,
mas elas rodeiam minha mente
forçam-me a pensar
querem mesmo me embaraçar
tentando me fazer escrever
coisas que fogem à imaginação
Mas estão de
castigo estas palavras
não vão mais sair
de minha mente
Não vão mais me
envergonhar.

Ferina IZIL

POEMA CRIADO EM 29.07.2008

PASSADO-FUTURO



Nada importa realmente,
da vida nada levamos
Não importa como vivemos
ninguém pode ser nosso juiz,
nem tem razão para ser.
Somos todos possuidores
de caráter duvidoso
Temos medo da morte,
temos culpas e vícios.
Temos nossas manias
Somos tolos bastantes
para não vermos a vida
escapando pelos dedos
Paramos de viver
só para sermos
falsos felizes,
dependentes de relações
que nada mais têm de
beleza ou cumplicidade
São somente escoras para
não termos que realmente
acordar,
lutar e viver

Ferinaizil

POESIA CRIA EM 04,08.2008

OS ASSASSINOS


Uma criança morta
Uma centena de crianças mortas,
simplesmente nada acontece
o mundo não se comove mais
não temos mais seres humanos
no comando do país
Parece que todos venderam
suas almas para o diabo
para ao poder chegar
e agora têm que cruéis
se tornarem para fazerem
jus à fortuna que roubam
das nossas pobres
crianças mortas
abandonadas
assassinadas

Ferinaizil

VERSO CRIADO 14.08.2008

ANJO MACHUCADO


Ele apareceu...
Era um anjo com
as asas quebradas
precisava de ajuda
precisava de reparos
fora machucado por
alguém ingrato que
dele apoderou-se
depois ao chão o atirou
ele, desprevenido,
não pode voar, caiu
e as asas quebrou
Agora só resta procurar
ajuda para as asas consertar
só assim ele poderá partir
para bem longe daqui
longe da...
crueldade humana.

Ferina izil

CRIADA EM 15,08.2008

UMA VEZ



Uma vez eu te quis
tão intensamente,
que imaginei enlouquecer
sem você.
Então me explique
como pude tudo esquecer?
como pude te transformar
em passado?
Como pude te apagar?
Como agora não mais
me recordo por que eu
tanto te quis.

Ferinaizil


POEMA DE 28.08.2008

OS FALSOS



Quando amanhece,
e as caras deslavadas,
dos falsos aparecem
diante dos espelhos
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem deveriam ver
a própria crueldade estampada
Mas se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Mas os falsos não se julgam
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
que, se existir, deve ter que
carregar muitas almas falsas,
arrastá-las em seus infernos
particulares que um dia
terão que enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir da falsa vida,
da falsa moral, da falsa conduta.
Só que nunca se lamentarão
Pois nada recordam da verdadeira
crueldade que nos fazem passar.

Ferinaizil


POEMA CRIADO 01.09.2008

AUSÊNCIA


Ausência
sem sentido
Urgência
do desconhecido
Ausência
de você
Urgência
do amor
Ausência
sem saber do que
Urgência
de algo deixado
lá atrás
.
Ferina izil

27.09.2008

MINHA TRISTEZA




A tristeza habita em mim
Nasci com ela, como se
nasce com uma deficiência
Por mais que eu me esforce
ela não desaparece
Todas as manhãs
com chuva ou com sol
ao acordar me deparo com ela
Não é uma coisa que eu goste
eu a odeio
Luto todas as manhãs para
ela sumir
mas não consigo me livrar
Ela se faz presente
povoando minha mente
transformando minhas feições
Penso em mil possibilidades
de existir sem ela
mas não vou ao encontro
de nenhuma
acho que acostumei-me
com a maldita tristeza

Ferinaizil


CRIADA 7 DE OUTUBRO DE 2008

ESTRANHA NOITE




À noite essa “estranha”
Que não me acolhe em teus braços
Povoa minha mente de pesadelos
Distancia-me de você,
Não me traz paz
Não permite que sonhe
com teus beijos
Não quer que em teus braços
eu possa repousar, amar
Ultrapassar fronteiras
indefiníveis, infinitamente

.
Ferina izil

CRIADA 15 DE OUTUBRO 2008

BASTA DE POUCO AMOR


Chega de meias palavras
Basta de pouco amor
Não quero mais sentimentos mornos
Quero um amor por inteiro

Quero algo quente, ardente.
Um sentimento voraz
Quero algo que me derrube
de quatro, me ame, me devore.

Quero sentir o calor
O quente da paixão
nada de sentimentos mornos.
Nada de meio amor

Quero algo devastador,
que ao meio me rasgue
Quero ser profanada,
Basta de calmaria
Basta de falso amor.
.
Ferina izil
Foto MiguelRita

CRIADA 08 NOVEMBRO 2008

O BEM QUERER




O bem que queremos a alguém
é só nosso
não pode ser repartido
Compartilhamento,
não pode ser explicado
É egoísta, fanático, doido,
alegre, fantástico
Não se pode descrever o
quanto ao outro queremos,
porque podemos perdê-lo
Queremos juntos,
perto eternamente
Sabemos que é impossível tal prazer
O ser a ninguém pertence
é individual
Mesmo sabendo da dor
de um dia ver a partida
Queremos sempre mais perto
Mesmo dizendo vá,
queremos dizer fique, por favor
Mesmo sorrindo alegre
com as idas,
Estamos morrendo
com as partidas
Somos assim,
Somos pais
Somos filhos
Somos humanos com coração

Ferinaizil

CRIADA 12 DE NOVEMBRO 2008

DOR NA CHUVA



A chuva cai
torrencialmente lá fora.

Eu aqui aquecida
fico pensando.

Quantas criaturas
estão por aí

No meio da chuva,
sem eira nem beira.

Talvez derramem tantas
lágrimas quanto as gotas
da chuva que cai.

Com certeza seus ossos
doem, seus corpos latejam.

E eu aqui em meu canto
me sentindo infeliz.

Ferinaizil


5 DE DEZEMBRO 2008


RESSENTIMENTO



.Sinto-me só

Insuportavelmente desamada
Dolorido está meu coração,
por não ter por quem pulsar.
Sinto frio, meus braços
não têm mais calor.
Minha pele se ressente da
falta de carícias
Está envelhecendo por
falta de amor.
Nem quem só me queira
bem tenho achado.
“Ai”, como dói esta solidão.

Ferinaizil

7 DE DEZEMBRO 2009

MUNDO VAZIO



Marcas, sinais,
tatuagens, cicatrizes
tenho
em
meu corpo
Amor, paixão
dor, saudades
tenho
em
meu coração
Vazio
tenho
em
meus braços
Tristeza
tenho
em
meus olhos,
Frio
tenho
em
meu mundo

Ferina izil

MULHER MISTÉRIO


Ela usava uma saia vermelha
Tinha os olhos e cabelos
tão negros quanto a noite sem lua
Ela vinha ninguém
sabe de onde
Surgia de repente, do nada.
Era admirada, cantada, exaltada.
Mas assim como
um vendaval ela passava
sem se importar com nada
E a todos atravessava
E a todos ignorava
Simplesmente seguia
ia embora sem rastro,
só deixava seu perfume
que a todos enfeitiçava.

Ferinaizil


EU QUERIA ESTRELAS

Um dia lhe pedi sorrisos recebi lágrimas Eu queria alegria recebi amargura Pedi-lhe flores enviaste-me espinhos Eu clamava por silêncio voc...