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27 setembro 2010

CARÊNCIA




Quanto compasso
o tempo exige
estar imóvel
como um quadro?

como uma estátua
bela e triste
Alheia ao palco
e seus requintes

O som do seu vazio
espanta, mas sua dança
é uma nudez
de sentimentos

Ferina*Karolina B

23 maio 2010

SILÊNCIO


Por vezes,
me desoriento.
Fico perdida,
sem amparo.
Preciso de um abraço,
de um afago,
mas você não está.
Fico quieta...
Silêncio.
Fico louca.
Te ignoro,
te ataco,
te firo,
te maltrato.
Mas você não está.
Nada vê,
nada sente,
não percebe
minha carência,
minha amargura.
Você se recolhe
ao seu mundo
e me larga,
me abandona.
Só
a distância
fica entre nós.
.
artesãdaspalavras/izilgallu

Ferina Izil

poesia criada em 08/07/2007

05 março 2009

TUDO, TODOS, O QUE EU NUNCA VI




Esse cansaço faz de mim menos
E não consigo me ouvir aqui dentro
Todos parecem dar os seus passos
Enquanto estou caída no chão


Vivo como quem espera mais em vão
Pois nada o mundo pode oferecer
Anoiteço mesmo em plenas manhãs
Durmo para ignorar que o nada existe


Vivo assim no meu instante triste
Procurando uma divina mão
Que me arranque dessa noite eterna
E explique o tempo que perdi


Tudo, todos, o que eu nunca vi


(Ferina*KarolinaB)

21 março 2008

LÁSTIMAS


Você não existe!

Chorar?
Nem pensar.

Lástimas?
Não vales.

Você me decepcionou?

Não...

Eu me enganei.
Vi amor onde não
havia nem coração.

Você não é culpado.
Eu, sim, me iludi.

Por quê?

Carência...
Falta de afeto...

Isto, sim,
foi a minha busca.

Mas com você
fui ao inferno,
mas de lá retornei.

E novamente vou
continuar
minha busca.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil

Foto de Marta Ferreira