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23 abril 2012

O QUE DIZER PRA QUEM VOOU II


 Aquela bagunça
que voce fez sozinho
e nós carregamos juntos
pra onde você levou?
Quem vai me ensinar
como me comportar
se minha habilidade poética
tornou-se inútil
como uma porta batendo
calada, e uma janela
sempre fechada.
Não sei por quanto tempo
ainda consigo gritar:
"Pra onde você voou?"

Ferina * Karolina B

30 junho 2011

AMANHECER (O PEDIDO)



o meu pedido
o mais sincero
é que não morra
de amores por mim
que não perca
seu fôlego
ao me ver
pois preciso
que respire
por nós dois
e se necessário,
me odeie
me abandone
e encontre
na outra ponta
desse vasto mundo
sua aventura
seu maior sonho
ah! Eu já posso ver
é mesmo por você
que o céu está brilhando
Agora entendo
o nosso desencontro
é a estrela
é o pedido
que eu fiz chorando
antes do dia
amanhecer

Ferina * Karolina B

17 maio 2011

ENTENDENDO A MORTE






Às vezes fico pensando
que a morte pode ser
um grande alívio
para as almas sofredoras.
Mesmo não tendo
nenhuma certeza
de que ela traga paz,
eu entendo os poetas
que tão cedo morreram.
Foi o peso
de uma vida
por demais amarga,
sofrida,
que talvez os tenha feito
procurar na morte
a paz que não encontraram
na vida.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferina Izil

13 maio 2011

INTERPRETAÇÃO



Eu já disse,
mas sem pedir
pra você, amor
Vou repetir
que essa beleza
terna, gentil
eu possuo
mas não sei usar.
Fica cada vez
mais pobre
sem brilho
ou encanto
com o passar
dos anos.
Mas até hoje
eu não sei então
por qual motivo
vem me perturbar.
Se eu fico fora
de mim mesma
quando o desejo
ataca e aplaca
é porque enjaulada
não posso escapar.
Eu já disse
mas vou repetir
quem te adora
é esse corpo
pois a alma
anda a procurar
um toque
que ultrapassa
a pele.
É um jeito
certo de amor
que a paixão
não soube
interpretar.

Já te disse.
Ferina * Karolina B

11 setembro 2010

TRAIÇÃO



O inverno não está lá fora
Esse inverno está aqui dentro
Onde as janelas recebem
ferozes rajadas de vento

E as portas estão batendo
na parede do pensamento
que está rachada ao meio
Como pedras de esquecimento

Os vasos estão quebrados
Nada que possam resgatar
Pois se quebraram por dentro
E ninguém consegue colar

Os vidros da mesa flutuam
por todas as direções
Os cacos do espelho refletem
pedaços de dois corações

Ferina*Karolina B

06 maio 2008

A PRIMEIRA FLOR



Visitando seu mundo
Um universo nefando
Há duas estações
E nenhum luminar
Somente as lufadas
Esses ventos cortantes
Que derrubam o lúcido
E a paz faz deitar

Estou aqui, sou o lucilar
Sou a única sombra
Bulindo este mundo
Despejando água
Cultivando o verde
Invoquei o sol
Tudo isso fiz
Para dar-lhe a primeira flor

(Ferina * Karolina B)