31 de mai. de 2007

NAVEGA NAS RUGAS DO MEU ROSTO


Navega nas rugas do meu rosto
percorre bem os seus sulcos
e colhe o sal depositado.

Declama mais uma vez
os sonetos impostores
e volta as costas para norte.

Aguarda a chegada
dos vendedores de ilusões
e parte sem remorso.

Segue para sul
e não olhes para trás
não ficou nada de ti.

Atit Ordep

Foto de Bart

30 de mai. de 2007

ATÉ QUANDO?



A noite vem chegando,
o céu escurece,
meu coração entristece...
Mais um dia se foi,
mais uma noite vem
sem você, meu bem...
Chega a madrugada
e me encontra cansada...
Não consigo dormir
nem me distrair...

Continuo esperando você...
.
Suely Ribella ©

29 de mai. de 2007

TABU


Sagradas fantasias
Por vezes escondidas
Tantas vezes reprimidas

Invioláveis princípios
De decência caduca
Decomposta em publicas virtudes

Intocável corpo
Embora morto
Dizem que nasceu torto

Proibido sonhar
Fantasiar e ter prazer
Legítimo e parco sofrer

Impedimento de explorar
Os corpos reluzentes
Os óleos e os incensos
As rendas e as ligas

É tabu, dizes tu

Atit Ordep (Ferino Citrino)

Foto antoniolouro.com

Post-Scriptum – 5 sinónimos de tabu: Sagrado, inviolável, intocável, proibição e impedimento. Tudo o que precisas para não ser feliz!

28 de mai. de 2007

UN UOMO PICCOLO PICCOLO...


Quando o amor se faz presente,
E pode nos fazer reviver
É preciso agarrá-lo com unhas e dentes
É preciso ser um grande homem
Para assumir este amor.
É preciso haver coragem,
Vontade, determinação.
Sem isto tudo perde os sentidos,
Perdem a razão
E o amor morre,
E junto morrem também
Os amantes que são pequenos,
E medrosos para assumir este amor


Viva la vita

Ferina(muito ferina) *izil*
Foto Carla Salgueiro


27 de mai. de 2007

PIMENTA QUE ARDE


Sou assim malcriada
Arrependo-me desta estupidez
Falo sem pensar, por impulso
Erro tudo
Peço desculpas depois
Todos os dias
Faço promessas,
Vou ser mais contida,
Mais calada
Vou pensar antes de falar
Mas não adianta
De repente tudo muda
E viro do avesso de novo
Sou veneno puro
Pimenta que arde
Sou assim...
Não mudo....




Ferina*izil*

26 de mai. de 2007

PEDÁGIO


Sempre paguei pedágio
querendo ir adiante...
paguei taxas, tarifas,
paguei todas as alíquotas
que impuseram a mim...
paguei todos os impostos
na ilusão de ser feliz...
paguei multas indevidas,
paguei juros, dei gorjeta...
E mesmo assim,
a vida não me deixou passar,
para além do arco-íris...
.
Suely Ribella ©

25 de mai. de 2007

REGINA O REGINELLA?


Tempo fa

ho incontrato

in luogo fatato

una REGINA.



Elegante e bella

era come una stella.

La mia aria del mattino

fresca e frizzichino.



Il pensiero di lei

m'occupava ore e ore

La lontananza, Dolore

in attesa di minuti bei.



Era la mia stella

l'artista ispirata

la donna bella

da me sognata.



L'idioma diverso

creò incomprensione

ed ora ho l'indecisione

era uno scherzo?.



Un canto di sirena

che t'affascina

che t'incatena

o sola una meschina



burla da sciocchina.

E' andata a passeggiare

sulla spiaggia del mare.

Una Regina poteva avvisare





La reginella, forse offesa

si poteva rifutare

Da parte mia c'è la resa

non ho nulla da farmi perdonare.



Resta il ricordo

di pochi giorni di sogno

dove ho fatto l'ingordo

e non ho più bisogno



di una vera Regina.

Basterà una schiocchina

o una contadinella

visto che è reginella.



Niente più sogni

niente soprese.

Non vogliamo che ogni

creatura sia scortese.



Amerò, il tuo sapore

disperso, nel vento,

l'annuseran altri cento

così raro e pieno d'amore.



Muoio qui,

in senso lato

pentendomi

d'averti incontrato.





Addio Reginella

è stato bello sognare,

il sole, la terra ed il mare.

Mantieniti sempre così BELLA!



Colanget/lancil



Questa poesia è dedicata a .....
la più bella du Brazil.
Fosse anche piu' docile e meno nervosa sarebbe ERMosamente ermonsa.




24 de mai. de 2007

IL SANGUE VERSATO















Guardo il mio corpo
nulla è cambiato.
Ieri era vivo, vero.
Oggi è un grande malato.
Le mani sono rosse
di sangue coagulato.
Il sangue che è uscito
dal cuore abbandonato.
Nulla riuscirà mai più
a dir dov'è sbagliato.
La bocca impastata
di rosso granato.
La mente ofuscata
e il pensiero graffiato.
La parola FINE
mi fa tornare il fiato.
Ritorno alla vita
la dove ho cominciato.


Ferino*Colanget/lancil*

23 de mai. de 2007

POEMA DE DOIS EM UM PARA LER À VEZ E TUDO JUNTO


Ódio – Amor
Morte - Nascimento

Odioso sentimento – Amoroso sentimento
Furioso vento – Auspicioso vento

Assombro de medo – Encantamento sem medo
Malicioso credo – Delicioso credo

Pavor da dor – Ausência de dor
Letal estertor – Divinal estertor

Macabro epílogo – Edílico epílogo
Doloroso jogo – Saboroso jogo

Inútil paixão – Grande paixão
Diabólica sedução – Gostosa sedução

Raiva contida – Calma contida
Amarga vida – Doce vida

Descartável sensação – Admirável sensação
Fim de estação – Início de estação

Ruim sentir – Salutar sentir
Apressado partir – Brando partir

Agitado sofrer – Ausente sofrer
Furioso perder – Ignorado perder

Fúnebre final – Renascido final
Rancor animal – Prazer animal

Noite – Dia
És um – Somos dois

Atit Ordep (Ferino Citrino)

Foto (as always) in SXC Take a look.



22 de mai. de 2007

BATE PAPO


Não estou ON LINE.
Estou AUSENTE.
Estou OCUPADA.
Não VOLTO LOGO.
Saí.
Estou OFF.

Não estou mais
disponível pra você...

Suely Ribella ©

21 de mai. de 2007

DISTANTE ESTÁ O TEU CORPO


distante está o teu corpo
do meu
das minhas mãos inquietas
desejosas
guerreiro que repousa agora
brando
nas planícies do sul
semeadas com os despojos
da guerra
perto do mar
ouço o choro do teu peito
perdido do meu corpo

nas praias procuro
sinais de ti nos barcos naufragados
mas nada chega nas margens
deste inferno
meu

Atit Ordep (Ferino Citrino)

Fotos (como sempre) em SXC

20 de mai. de 2007

NOS FAZ CHORAR


O amor nem sempre
nos faz felizes
Por vezes ele é cruel
Torná-nos impotente,
incapazes, inertes,
quando mais precisamos
de forças para lutar.
Quando ele é só uma
metade, nos faz sofrer,
Nos faz chorar.

Ferina *izil*
foto de Graça Loureiro

19 de mai. de 2007

PARTIDAS









Hoje você aqui
Amanhã não mais
Sem nenhuma explicação
Vai sumindo do meu mundo

Aprendi desde cedo
a conviver com partidas
Foram tantas idas
Que nem me lembro mais

Pelos caminhos da vida
Tantos mundos conheci
Tantas vidas esqueci
Tanto adeus permiti



Ferina *izil*
Foto de Daniela Morgato

18 de mai. de 2007

SAPO


Um pingo aqui,
uma gota ali,
o copo encheu,
transbordou...
e o príncipe
em sapo
se transformou...
.
Suely Ribella ©

17 de mai. de 2007

ANAO


Le tue lacrime
rigano il volto
ti guardo
e sono sconvolto.


Non piangi d'amore
ma di rabbia
il tuo futuro
è come la sabbia


Vorresti andare via
lasciare il tuo mondo
ma non è possibile
se ci pensi in fondo.


Ti resta un nome
ed un sogno tinto
tanto potrei io
essere così dipinto.


Resta un anao
ma anao vero
che aspetta i tuoi scritti
sempre e per davvero.


Voglia di intimità
di solitudine gioiosa
da vivere in un istante
in questa vita dolorosa.


Aspettami da sola
o con lo spirito vegliardo
arriverò di corsa
tagliando il traguardo.


Voglio abbracciarti
ho tanta voglia in cuore
e lo farò lo spero
nel nome dell'amore.


Resta attenta al tuo ruolo
dovrai soffrire ancora
lo sai che i sogni finiscono
quando spunta l'aurora.



Colanget/lancil/Angelo


Dedicata a Izilda








16 de mai. de 2007

15 de mai. de 2007

CARUNCHO DO AMOR


disseste-me adeus, várias vezes
mesmo sem me teres conhecido
terminaste o futuro ainda no presente
colocaste as barreiras e as trincheiras
nos locais estabelecidos
para que os sonhos não transgredissem
os teus limites e
abrissem brechas na realidade
e recusaste-te a ceder aos dias felizes
que eu desenhava na areia da praia
talvez tu tenhas razão
mas haverá sempre a dúvida
que irá corroer a mente
assim como o caruncho corrói a madeira
e assim inventas o caruncho do amor
que tudo corrói e tudo destrói

Atit Ordep (Ferino ferido)

14 de mai. de 2007

NÃO DÁ MAIS...


Não dá mais
pra continuar desculpando
o que você faz
e o que deixa de fazer...
Não dá mais
pra ficar enganando
a mim mesma...
Não dá mais
pra sonhar,
com você...
.
Suely Ribella ©

13 de mai. de 2007

QUE HEI DE FAZER


Que fazer quando os dias não têm fim
e a chuva fustiga, o vento castiga, a noite assombra.
Que fazer quando as noites são eternas
e as estrelas não são avistadas.
Que fazer quando os caminhos não têm fim
e as estradas se repetem e se cruzam
terminando em becos escuros sem saída.
Que fazer quando o sol enferma
e a nossa vida arrefece, degenera e apodrece.
Que fazer quando os navios
não aportam mais neste cais
quando as riquezas e as especiarias
se tornam raras.
Que fazer do que resta da vida por viver
da vida perdida, da vida sem memórias
do tempo das ausências, da vida adiada
do sono intranquilo, dos sonhos assassinados.
Que fazer do amor naufragado
do amor perdido, nunca encontrado.
Que fazer dos amantes de ocasião
do amor em segunda mão.
Que fazer com a vida
esta vida única e preciosa
desperdiçada assim sem remorso.
Que fazer quando já não existes
e ainda vives no meu sonho.

Que fazer quando a morte
me perguntar se estou pronto para a viagem
que vou eu dizer
sim
que vou eu dizer
que andei distraído e não vivi de facto
que me baralhei com os sonhos que não eram meus
que não sei o que fiz do amor
que o perdi para nunca mais o encontrar
que vou dizer
aquela negra e hedionda figura.

Atit Ordep (Ferido por acaso)

Foto SXC

12 de mai. de 2007

SE COSI FOSSE


a furia di frequentare spiriti
non è che lo sei diventata anche tu...
se così fosse....
mi piacevi di più prima
soprattuto perchè
oltre allo spirto gentil
vi erano anche la carne, non male, e le ossa
oltre a ochhi, bocca, naso ecc....

Ma te ne sei andata ed io ...
sono rimasto solo come
un gatto di strada....
miagolo in mezzo
ai rifiuti
canto alla Luna

Ferino *colanget*
foto net

11 de mai. de 2007

SOMOS DONOS DA NOITE


Somos os donos da noite
Vivemos sem parâmetros
Somos ordinários
Seguimos por instintos
Não tememos o perigo
O limite não nos barra
Vivemos a beira do abismo
Provamos todos os pecados
Nada tememos
Somos temidos
Somos fantasmas
Fantasmas vivos
Vivos mortos, Mortos vivos.


Ferina *izil*
foto de Paulo Madeira

10 de mai. de 2007

ATORMENTADA


Estou quieta,
me escondendo,
estou tentando
me acalmar...
preciso evitar
o bote, o ataque,
fera que sou,
ferida que estou,
machucada,
atormentada...
estou tentando
não acabar
contigo,
comigo,
com ele...
o nosso amor...
.
Suely Ribella ©

9 de mai. de 2007

A UNA DONNA MERAVIGLIOSA


Tu sei
al di la del mare.

Lontana
la tua persona appare.

Chiara
ascolto la tua voce.

Iinspiro
il tuo dolce profumo.

Io son
nessuno,

un piccolo uomo
vecchio e stanco.

Un essere
splendido sei tu,

come puoi
così forte e rara

pensare
a me stasera?

Ti sognerò
appena toccherò il cusscino

mi sembrerà
d'averti qui,..vicino.

Lo so
non è la stessa cosa,,,

...se avessi
la tua bocca di rosa.

Illuminerai
la notte e il rem

fino a che
il mattino vien

t'accarezzerò
il bel viso

e sarò
vicino al paradiso.

Ferino *angelo*
Foto de Paulo A.

8 de mai. de 2007

UN GIORNO


Dopo di me
quando anch'io
non sarò più
non voglio
che diventin
vermi le mie ossa.
Non le rispettate
non le infiorate
non l'accarezzate
Bruciatele!
E poi, restituite..
..la polvere al vento.

ferino*colanget*
foto grANDel

7 de mai. de 2007

CERCO


Cerco
Non trovo.

Nulla di nuovo
Nessuna parola.

Il tempo passa
Non mi guarda e va.

Nessun verbo
ch'io non so già

colanget/Angelo
foto de Paulo A.

6 de mai. de 2007

OLHEI E VI...


De repente olhei pro lado,
olhei, assim, distraída,
sem nada querer,
olhei por olhar...
Mas olhei, e vi...
Depois desviei os olhos,
olhei pra mim,
olhei pra dentro de mim,
e me pus a pensar...
Pensei, e...
Não te quero mais!
Não, não zanguei...
nem desisti...
apenas olhei pro lado e vi
alguém melhor...
.
Suely Ribella ©

5 de mai. de 2007

SÓ.....SOS....



Sinto-me vazia
Nada no passado
Nada no futuro

Solidão
Dor das multidões
Vazios de mente
Vazios de coração

Nenhuma emoção
Somente angustia
da solidão
No meio da multidão

Medo, e nada mais
Medo do nada, do vazio
Medo da dor,
Dor da solidão


Ferina*izil*
foto de Marta Ferreira







4 de mai. de 2007

RESTOS MORTAIS


Quem mata os sonhos
não merece viver.

Não tenho tempo
para te odiar
ou ter pena de ti.

De qualquer modo
já morreste em mim.
E já não vives em ti.

Ainda não te fiz
um funeral condigno.
Fui deixando apodrecer
os teus restos mortais.

Atit Ordep (Ferino ao fim do dia)

3 de mai. de 2007

AS PALAVRAS


Guardo para mim as palavras
que nunca te direi.
Guardo dentro de mim a tristeza
que ensombra o meu coração.

E quando o ódio brotar
violento nos campos
onde o amor foi assassinado
vou guardar para mim
as palavras que nunca te direi.

Mas também não vou poder
dizer que te amo.
Porque na realidade
não te amo.
E não te quero
E odeio-te
E no fundo
do fundo do coração
no fundo da minha alma
afogam-se as palavras
que nunca te direi.

Nem as antigas do amor
nem as novas do ódio.

Atit Ordep (ferino por vezes)

Desenho de PJ Crook

2 de mai. de 2007

JUSTO


Pelo tanto
que um dia te amei
e a ti me entreguei,
pelo tanto
bem que te fiz
e em troca nada quis,
é justo
que ainda pagues,
pelo tanto
que brincaste
de me amar,
e pelo tanto
que me enganaste...
.

Suely Ribella ©

1 de mai. de 2007

IL SILENZIO


Una parola che fa paura
A volte impazzire di gioia
Quando a produrlo
È una somma
Di piacevoli suoni

Il silenzio è il soffio del vento,
il pigolio di un pulcino,
il primo nitrito del puledrino,
lo schiudersi al mondo
del pianto di un bambino,
il frinire di un grillo
in un prato assolato,
il canto di una mamma
e il suo frutto addormentato.

Questo è il silenzio
Che amo, come l’aumentare
Dei battiti del cuore
Quando m’emoziono
O il respiro che s’affanna

Il silenzio che spacca i timpani
Come il tuffo di un pesce surfista
Nell’onda…già…come l’amore
Eterno…..finché resiste.

Ferino *colanget*
Foto de Paulo A.