31 dezembro 2009

SEI UNA BELVA


E' difficile parlare con te
quasi come con una belva.
Non servono moine,
complimenti ne incantesimi.
Dovrei riuscire a toccarti il cuore
forse
allora avrò più rispetto,
fiducia
e un po' d'amore.
Dovrò diventare anch'io
fera
o delinquente
per farti capire
quel che ho nella mente.
Ti do
la mia mano
non sbranarla
ma avvolgila nella tua.
Sarà il segnale.
.
Lancil

28 dezembro 2009

OUTROS NÚMEROS


gostava de te dar duas palavrinhas
são as que quiseres
por mim dou-te apenas duas
amor e carinho
que são as mais valiosas

gostava que me concedesses três desejos
gostava de escolher
se puder ser
um pode ser o trivial
o segundo mais bocal
o terceiro mais á retaguarda

se ficarmos feitos num oito
podemos ficar dois dias de cama
com três refeições diárias
e um livro para ler a meias

depois trabalhamos mais cinco
e ao sétimo dia
não vamos descansar como o senhor
vou-te dar mais duas palavrinhas
na esperança que me concedas mais três desejos

Atit Ordep

Foto de negateven

25 dezembro 2009

BOAS FESTAS

A TODOS MEUS PARCEIROS POETAS,
E AOS AMIGOS QUE AQUI
ENTRAM PARA NOS LEREM,
MUITO OBRIGADA, E UM FELIZ
NATAL
.
ferina *izil*
foto Jose Araujo

22 dezembro 2009

AUTO DE NATAL



O "palco" está quase pronto,

a encenação vai começar,
"os artistas" se aproximam,
"a plateia" também.
É Natal.
Amém.
.
Suely Ribella ©

19 dezembro 2009

INCERTEZA


queria tanto
ser um belo cavaleiro
montado em alvo equídeo
manejar a espada com destreza
ter o sol por detrás
e empunhar um estandarte

cavalgar sem destino
ter o horizonte como objectivo
sem limites para as aventuras
subir ás torres mais altas
e salvar as mais belas princesas

mas uma dúvida
se apoderou do meu coração
seria eu um belo cavaleiro
que lutava contra moinhos de vento
ou as belas princesas já não existem?

Atit Ordep

16 dezembro 2009

NOS TEUS OLHOS


nos teus olhos

desperta este dia
com cheiro a cravos

acordar na revolução
dos corações libertados

Atit Ordep

Foto de Hugo Amador

08 dezembro 2009

BELA VIAGEM


Vou fazer uma viagem,
levarei você comigo,
sem mapas e sem bagagem,
não será nenhum castigo...

Vou viajar pelos caminhos
que já conheço tão bem,
cheia de amor e carinhos
pelo teu corpo, meu bem...

Vou sem pressa de voltar,
e parando pouco a pouco,
deliciando-me em te amar...

De prazer te pondo louco,
vou e volto sem cansar,
não quero a viagem acabar...
.
Suely Ribella ©

04 dezembro 2009

L'ISPIRAZIONE


Fuori piove.

C'è vento.

Il freddo della notte

è pungente

stasera.


Una moto passa veloce

nel silenzio e nell'oscurità.

Rumori fuori tono

come di una colonna sonora

fanno il suono.


Sento il mio cuore

che batte. Si sono vivo.

Non c'è stato il collasso.

Domani esco e vado al lavoro.


Sono solo,come sempre, sentimenti a nudo,

in mezzo a tutti, con tutti da capire.

No, non mi metterò più in ballo;

le faccende d'amore


ormai sopite, le lascio a te

giovane amica.

Dietro gl'occhiali

non ti potranno leggere


i begl'occhi marroni, le tue intenzioni

che magari saranno delusioni.

Oggi muore un colombo

tra braccia di una donna.


Non è successo nulla....guarda,

il mondo....va ancora avanti,

lasciamolo perdere per sempre

era un uomo piccolo,piccolo.FINE


lancil/colanget

30 novembro 2009

E NO FIM...


e no fim
guardei o corpo em local
fresco e calmo

sem saber se era o fim
do que nem sempre começa
pensando que não há mais vida
para além da tua voz
aguardei que o silêncio
me acalmasse as inquietações

fiquei sem entender
se o fim era no fim
ou no início
o que terminava agora
determinava um fim em si
ou um fim de ti

no fim de contas
nem sei contar os dias
que acabaram sem começar
nem se as noites se casam com o dia

nem sei se tu existes
ou se és um fim em si mesmo

à beira do fim
guardo lágrimas
para salgar a dor
com que alimentarei os peixes
deste mar onde navego

e no fim
sem ti, perdido de mim
não encontro razão para um começo

Atit Ordep

Foto de negateven

26 novembro 2009

UM INSTANTE


perdi-me
e no espaço breve
de um instante

não maior do que um minuto

encontrei tudo o que procurava
e nunca tinha encontrado

tudo o que tinha perdido
sem o saber

e os anos longos
ficam reduzidos
a um instante de felicidade
no momento em que toquei os teus lábios
húmidos de desejo

Atit Ordep

22 novembro 2009

NÃO ME OLHE ASSIM


Não me olhe assim,
como se nem me conhecesse

e pra você eu nada fosse...
Não me olhe assim...
Nada fiz que merecesse
esse seu olhar distante,
distraído e ausente...
Não me olhe assim,
sou capaz de sorrir e ir embora
aparentando calma e indiferença...
Você sabe que em algumas coisas
nos parecemos tanto!
Então, não me olhe assim...
Sou capaz de olhar pra você
da mesma maneira,
chegar bem perto
e olhando nos seus olhos,
aproximar-me ainda mais,
roçar meu corpo no seu,
oferecer minha boca,
roubar um beijo...
e esse olhar vai mudar,
vai pedir mais...
Então, não me provoque,
não me olhe assim...
.
Suely Ribella ©

18 novembro 2009

PALAVRAS ANTIGAS


Em um livro antigo,
esquecido em um canto,
peguei as palavras
que queria dizer para você.

Para te conquistar,
quis te impressionar
com palavras emprestadas:

enlevo,
benquerença,
galanteio...

Palavras de amor,
antigas, em desuso,
que talvez você
já nem reconheça.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil

15 novembro 2009

VIDA LIGEIRA


Nem sempre
existir quer dizer viver.

Muitas vezes podemos
só estar passando pela vida,
vegetando.

Não sei bem se concordo
com esta palavra,
“vegetar”,

pois até os vegetais
parecem saber
o que vieram fazer aqui.

A vida é muito complexa,
apesar de nossa
curta temporada na Terra.

Viver é difícil,
nos enterramos
demais nos problemas,
nas querências,
nas necessidades inúteis.

Poderia ser tudo
mais simples,
mais limpo,
menos,

quase nada.

Só o estritamente necessário
para esta vida
tão ligeira.

.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil

09 novembro 2009

INSATISFAÇÃO


Insatisfeita, atendendo ao coração,
procurei carinho, compreensão,
procurei paz, procurei amor...
amor com amizade, com cumplicidade...
amor com sintonia...
Busquei abraços em outros braços,
busquei beijos em outras bocas,
busquei calor em outros corpos...
Procurei em vão... busquei à toa...
Só me decepcionei...
Nada encontrei que me satisfizesse...
Eu bem sabia o que queria,
só não sabia onde você estava...

.
Suely Ribella ©

31 outubro 2009

DIA DIFÍCIL


foi um dia difícil
o primeiro em que te vi

era o primeiro da nossa vida

foi um dia difícil
o último em que te amei

era o último da minha vida

Atit Ordep

Foto de Daniel Oliveira

28 outubro 2009

FASCINAÇÃO


Teu olhar me domina...
Tua boca me alucina...
Teus dedos me entontecem...
Tuas mãos
me enlouquecem...
Teu corpo... aaah!


Tudo em ti me fascina...

.
Suely Ribella ©

22 outubro 2009

BORDADURAS


esta teia que me envolve
no abismo do tempo
foi por ti bordada

inútil esbracejar
neste sufoco que me turva a voz
e desfoca a visão

envolto neste aperto
que me esmaga as entranhas
e me enviúva a alma

grades de uma prisão
por ti maquinada
com rendas de aranha

nas bordas do teu ninho
teces estas bordaduras
da morte por sufoco

Atit Ordep

Foto de negateven

19 outubro 2009

ARMADILHA




É tão difícil fingir que não te sinto
Olhar para o lado oposto
Jogar o cabelo no rosto
Fazer de conta que acabou como devia

E eu fiz de um tudo pra levar
Uma vida sem maiores surpresas
Com minhas irreparáveis certezas
Mas você sempre estraga tudo

Como vou me desmentir agora?
Se eu minto com desespero e faço
Que caiam dentro do meu comprido laço
Onde estou presa e tão indecisa

(Ferina*Karolina B)

16 outubro 2009

AOS POUCOS...


Encontros
e desencontros,
contigo,
comigo
mesma...

Instantes
etéreos,
fugazes,
eternos...

Frações
de um amor,
fragmentos
de vida...
.
Suely Ribella ©

13 outubro 2009

POESIAS DE DESAMOR




Queria fazer poemas
que só falassem de amor.
Queria fazer rimas
que exaltassem a paixão.
Mas como posso fazer poemas,
se não tenho seu amor?
Nem ao menos posso ter
um pouco do seu calor.
Por isso não rimo,
não faço exaltação.
Escrevo simplesmente
poesias de desamor.

Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferina

izil

12 outubro 2009

JAZ SEM VIDA




Corpos caídos,
sem vida.

Gritos desesperados no ar.
Vidas se esvaindo.

Tentativas inúteis
de ressuscitação.

A transformação é rápida.

O ser que há pouco tinha tudo:
brilho, cor, orgulho,
paixões, dores,

agora jaz rígido,
frio, sem cor.

Como pode um tudo
virar um nada
num segundo?

E todas as esperanças,
lembranças, planos,

aonde ficam?

Apagam-se simplesmente
com a morte

ou seguem para o universo,

deixando para trás
somente o corpo rígido

que era o dono
de tantos sonhos?

.

Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil


04 outubro 2009

O MEU FRIO


O frio me atinge o corpo,
o coração, a alma,
traz meus fantasmas
para perto de mim...
lembranças,
esperanças, desesperanças...
constatações
de uma realidade cruel,
de um passado terno,
hoje sombrio,
assim é meu frio,
num presente sem cores,
cheio de dúvidas,
dores, angústias...
sem vislumbrar,
nem sonhar
com a possibilidade
de um amanhã feliz,
ou, ao menos, melhor...
.
Suely Ribella ©

01 outubro 2009

OS MASCARADOS


Sei que posso chocar.
Minhas escritas não são
doces nem suaves.
São reais,
talvez cruéis.
São verdadeiras.
Não temo escrever.
Escrevo o que penso,
o que observo
nos seres humanos.
Naqueles que fazem uso
de máscaras,
que passam o tempo
fingindo o que não são.
A mim não enganam,
mas também
não me incomodam.
Só me dão material
para escrever.
Nada tenho a ver
com suas falsas vidas.
A não ser
escrever sobre elas.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil

28 setembro 2009

SEQUER PALAVRA
















como poeta morto, as vezes bate
é maior do que qualquer tristeza

antes fosse dor, mas nem isso

nem ardência ou corte ou vento

é um momento para o nada

não é verbo, sequer palavra
quem me dera a dor de um amor
para sentir agora
voltar disso
do além-infinito
onde não se chora
não se ri,
tampouco mesmo estou aqui

juntando letras como a salvação

dos melhores poetas vivos


ferina*KarolinaB

25 setembro 2009

TANTAS PERGUNTAS AO CAIR DA NOITE


onde estarás agora
que a noite caiu
e está escuro na rua

em que cama te deitas
quando o corpo abdica
de resistir ao dia

será que encontras
outros lábios para saciar
a sede de ternura

quantas mentiras
sobreviveram à realidade
da solidão do caminho de casa

em que cama vazia
te deitas agora

que trevas tens de transpor
para que um dia nasça
acordado por um beijo

quantos ciclos de cegueira
ensaias durante a tua vida

Atit Ordep

Foto de Paulo César Melges

22 setembro 2009

CONTRASTES



Conheci o amor e a paixão,

encontrei a dor e a desilusão...
Não ando entre a vida e a morte,
ando entre a morte e a vida...
.
Suely Ribella ©

19 setembro 2009

NO CAMINHO DE CASA


no caminho de casa pensava em ti
mas não tinha coragem para inverter o caminho
ficava de olhar especado nas montras
e vagueava por entre saias e corpetes
cores e formas da alienação
depois seguia em passo firme para casa
com um saco na mão
um prémio de consolação
a vida pode esperar

Atit Ordep

16 setembro 2009

FOME


Nos teus olhos
repouso os meus
e deixo que a brisa
me entregue o teu hálito

com a barriga a dar horas
imagino saciar esta fome
com os teus beijos

Atit Ordep

Foto de Hugo Macedo

13 setembro 2009

FOGO DE ARTIFÍCIO


são luzes o que procuras
na fricção dos corpos
um tremor que percorre o tronco
um êxtase brutal
uma carnificina dos sentidos
um prazer intenso mas descomprometido

isso não é amor
mas o que te importa?
a assepsia do corpo satisfeito e solitário
recupera do fogo de artifício

tudo sem as dores
do trabalho de parto
de uma vida em comum

Atit Ordep

Foto de Hugo Macedo

10 setembro 2009

FLORES RESOLVEM TUDO


Se me aprontar alguma,
para se desculpar traga flores,
as suas preferidas.
Poupe-me de despesas,
flores perfumam
e também enfeitam
cadáveres.
.
Suely Ribella ©

07 setembro 2009

SENTIDOS (CORAÇÕES)


agora encaixo os dedos
nas mãos
para poder sentir
o vento que trespassa os teus cabelos

seguro no nariz
para poder captar
os odores que a brisa
roubou no teu cabelo

coloco os meus olhos em órbita
para observar
as tuas meias a sair das pernas
e a tua roupa a despir a pele

moldo minha boca
embuto meus dentes
para te poder beijar
e morder os mamilos

aplico minhas orelhas
para te poder ouvir rugir
quando meu falo
te toca no fundo do ser

são os meus sentidos
rendidos ao teu esplendor

Atit Ordep

Foto de Atit Ordep

04 setembro 2009

INCAPACIDADE


um arrepio de frio
transita por seu corpo

as lágrimas são confusas
no seu significado

as palavras colam-se no céu da boca
como papeis amarrotados

não encontra o tempo dos gritos
numa angustia feita de revolta contida

invade-o uma agonia breve
soprada por um aroma familiar

passou o tempo breve dos sonhos
e já não é capaz de dizer que a ama

Atit Ordep

Foto de Hugo Macedo –
www.hugomacedo.net

01 setembro 2009

FIM DE ESTAÇÃO


quando chegares
avisa os pássaros
para que voem em bando
na direcção do sul

vens tarde
os frutos amadureceram
as crianças partiram
as folhas das arvores
já se vestiram de ferrugem
cansadas de dar flor

olha no céu
e procura uma estrela nova
que te indique outro caminho

aqui ficou apenas
uma recordação da vida
e aqueles que sabem sobreviver ao Inverno

Atit Ordep

Foto de Vitor Tripologos

29 agosto 2009

NO CEMITÉRIO


Uns homens que não conheço,
trajando túnicas beges,
conduzem pela alameda,
negro esquife reluzente...
Muitas pessoas seguem,
em silêncio o funeral,
de longe ainda observo,
pra onde será que me levam?
.
Suely Ribella ©

26 agosto 2009

ANGUSTIA



Tenho dentro de mim
um vulcão em repouso,
que está pronto para explodir,
entrar em erupção.

Ele vai romper,
a qualquer momento,
as barreiras do meu coração.

Tenho que descobrir
como deixá-lo extravasar,
sem que me faça
em mil pedaços.

Sei que isto vai acontecer.
Então terei que juntar meus
pedaços novamente.

Tenho que descobrir
logo como agir,
como sair logo
desta angústia
em que me encontro.

Tenho que explodir urgentemente.
Tenho que reviver urgentemente.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferina Izil

23 agosto 2009

PENSO EM TI


fico ausente
no calor das planícies
fundo-me com o trigo
e rezo pela chuva

penso em ti
como uma semente invisível
que emprenhou toda a seara
e a minha alma

fico ausente
no acabar do dia
e choro
no inicio da noite

penso em ti
nua em cima da mesa
e no pão que o diabo amassou


fico ausente
na casa do moinho
que me mói o coração
junto com a farinha

penso em ti
na vastidão do campo
na enormidade da casa
penso em ti
sempre ausente
no pão e na vida

Atit Ordep

Foto de Zé Luís Cunha

20 agosto 2009

PRAIA


nesta praia cheia de mar
desenho as tuas pegadas
enquanto a areia está molhada
e construo um castelo de nuvens

um céu cheio de água
e barcos brancos de algodão
convidam as aves famintas
a provar a guloseima dos sonhos

no calor abrasador do areal
percorro a minha via sacra
com as tuas memórias cravadas na carne
e o suor da alma a brotar dos olhos

Atit Ordep

17 agosto 2009

COLAR...

Teimosa,
caiu no teclado,
depois de ter rolado
pela minha face...
Mais uma lágrima,
mais uma pérola
para o meu colar
de saudade,
a me sufocar...
.
Suely Ribella ©

14 agosto 2009

ESCAVAÇÕES


um dia
amei alguém
mais que a própria vida

foi há muito, muito tempo
foi no tempo dos dinossauros

sob camadas de sedimentos sentimentais
fazem agora escavações

será que vão descobrir
que amei
há muito, muito tempo

Atit Ordep

Foto de Hugo Macedo

13 agosto 2009

O MEU MEDO


O vento uivando.

Sussurros.

Arrepios.

Medo.

Medo?

Medo do desConhecido.

Medo de você.


Artesãdaspalavras | izilgallu

Ferina izil

11 agosto 2009

QUANDO ELE FOI EMBORA




Ela mandou te dizer:

Da distância veio o esquecimento
e as estradas partiram-se em caminhos Em que a saudade já não foi refúgio E aqueles tantos sentimentos confusos Esvaziaram-se do peito como um balão Como uma festa que acabou E estouraram as bexigas, apagaram as velas, despedidas, abraços e beijos

Mas assim como eu vi:


Doeu, dor aguda, lenta, preguiçosa
Ela disse, a dor não vai embora Como sentimento em forma de gente Um diário aberto de traz pra frente Diria que ela te amou sem culpa Somente com receios da existência De tamanha pureza, lenço e dor.


(Ferina*KarolinaB)

05 agosto 2009

GUARDO COMIGO...


Guardo comigo
cada gesto teu,

cada momento

que passamos juntos,

cada palavra tua,

cada olhar...

Guardo tudo...
.
Suely Ribella ©

02 agosto 2009

HOMEM SEM LUZ



tenho medo de dizer
de escrever o que não sinto
de fazer poesia tão bela
para agradar meus olhos
e descobrir esses sentimentos
que borbulhavam aqui dentro
tenho medo de escrever o verso
de publicar só fantasias
escrever sozinho uma vida
que depois do fim é esquecida
medo de chegar ao nosso lugar
e não lhe dizer que estou lá
tenho medo de seguir assim
julgando ser o homem certo
sou excêntrico, incompleto,
vivendo de máscara
perante as verdades
que encontro em mim

Ferina*Karolina B

30 julho 2009

PUZZLE


Desfiz-me de todos os objectos
que ficaram após a tua partida.
São pequenas peças de um grande puzzle
que se vai desfazendo
conforme eu vou jogando fora
parte da estrutura que o montou.

A natureza na sua força avassaladora
cobre tudo com um manto verde
ervas e silvas
algumas flores aqui e ali
e muitos insectos.
Cobrem o que sobra
de um coração quebrado.

Mas mesmo assim
existem objectos ligados ao passado
que brotam do nada
como ervas daninhas
erguem-se do local onde tudo tinha sido abandonado
para me lembrar que é impossível
apagar a memória dos dias sem futuro.

Atit Ordep

Foto de Carlos Alberto

27 julho 2009

O BEIJO


vem de mansinho
este beijo recebido
de braços abertos

veio pela noite
o beijo de judas
com facas nos lábios

veio franco
o beijo de amizade
depositado nesta face

veio de surpresa
o beijo maroto
que roçou esta boca

veio inadvertidamente
o beijo enganado
tinha outro destinatário

veio contra vontade
o beijo que era de outro
volatilizou-se assim que confiado

veio húmido
o beijo do desejo
recebido de pernas abertas

Atit Ordep

24 julho 2009

CORAÇÃO PARTIDO


Trago o coração partido,
por tudo que já passei,
o tempo não foi perdido
porque o amor encontrei...

Meu coração se partiu
porque sozinho amou,
calou, sofreu, não fingiu,
ao amor se entregou...

Pode até estar partido,
um pouquinho remendado,
mas coração atrevido,
continua apaixonado...

Meu coração ficou forte,
com o tempo se curou,
não lamenta a triste sorte,
foi por amor que pulsou...

E você nem percebeu,
tão ocupado estava,
que somente por você
meu coração palpitava...
.
Suely Ribella ©

21 julho 2009

AMORE VERO


Amore vero,
vero che esisti?
Lo so, lo sento
che è vero che esisti!
Guardati intorno,
lo vedi il mare,
gli alberi, gli animali,
guardati allo specchio.
Ti sei visto?
Ecco, tu sei l'amore!
Tu hai fatto battere
e vivere un cuore.
Se ti è già capitato,
tu sei l'amore!
L'amore di un'amica
quando ti senti solo
e che lei fa di tutto
per aiutarti.
L'amore dei tuoi
figli con il loro sorriso,
che nuòlla chiedono
su gli rispondi.
L'amore per il tuo cane
che mai nulla chiede.
L'amore per il dolce
repiro della vita.
L'amore nuovo,
l'amore giovane,
l'amore passato,
l'amore vecchio.
L'amore, l'amore,
tutto è amore,
la vita è amore,
l'uomo è amore,
la donna è amore,
i figli sono amore,
la mamma è amore....
L'amore vero esite...
esiste quando
ti si blocca il fiato
quando non respiri
quando voli, sempre
più in alto, perchè ami
e perchè sei lucidamente sincero.
.
Ferino*Lancil*

18 julho 2009

AI MEU AMOR



Ai meu amor
Imagino que a chuva inunda meus olhos
Com imagens recortadas dos teus passos

Ai meu amor
Quantas dúvidas nascem todos os dias
Na esperança de erigir paisagens sadias

Ai meu amor
Nem sei se ainda existes no término da luz
Vislumbro apenas o sinal de uma cruz

Ai meu amor
Diz-me o meu coração que partiste sem eu saber
Enquanto te gabava a essência do teu ser

Ai meu amor
Deixei o meu sentimento a marinar
Para um dia ter tempo para te amar

Ai meu amor
Partiste assim de repente e sem me avisar
Enquanto eu conjugava o verbo (saber) amar

Ai meu amor
Que levaste contigo tudo o que reluzia
E o livro colorido que do amor entendia

Ai meu amor
Que não te quero mais perto do meu mar
Aonde os meus barcos partem para navegar

Ai meu amor
Quantas saudades ficaram por chorar
No instante em que não podias amar

Ai meu amor
Deixa que eu parta para outro mundo
Pois aqui o afecto já bateu no fundo

Atit Ordep

Foto de Suzana Camões

17 julho 2009

SOU DIFÍCIL


Sei que sou
difícil de entender.
Meus poemas são sem nexo,
sem rimas.

Nada de palavrinhas
rimando com palavrinhas.

Poemas doces
há aos milhares,
espalhados por aí,
todos escritos
com muito esmero.

Mas não os meus.

Nem sei se são poemas
o que escrevo.

Acho que não.

Talvez sejam
umas frases que junto
e penso
que sou uma poeta.

Mas, enfim,
é assim.

Meus temas
não são doces.

Minhas escritas
não são suaves.

Talvez meus amores
sejam fatais.

.

Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil


12 julho 2009

ACHANDO


Às vezes eu me acho,
me acho tudo,
me acho nada...
às vezes não me acho,
me perco,
onde mais gosto
de me perder,
onde mais gostas
de me achar...
Outras vezes,
não me acho,
sou...
sou tudo,
quando te achas em mim,
sou nada,
se não me acho em ti.
.
Suely Ribella ©