30 de ago. de 2008

VENHA


Leve embora
meu olhar perdido,
tire de mim
essa tristeza de estar só,
traga-me a luz
do seu olhar,
o som da sua voz,
venha,
mostre-me o sol, a lua,
traga-me a vida,
não quero sucumbir,
não posso,
não deixe,
não queira
me perder...
.
Suely Ribella ©

27 de ago. de 2008

RECONHECIMENTO



Até quando o relógio vai mostrar
O tempo que não tenho mais?
Que passa de repente, rápido
Longe de tudo que deveria ser
Das razões mais sensatas
Dos ponteiros mais retos
E as curvas do vento
Por que não me arrastam
Para um dia melhor?

(Ferina * Karolina B)

26 de ago. de 2008

IDIOTAS


E você se foi...
Numa tentativa infeliz,
não de sair da minha vida,
mas de me tirar da sua vida...
E eu fiquei...
Numa tentativa desumana,
não de lhe esquecer,
mas de viver sem você...
.
Suely Ribella ©

25 de ago. de 2008

JAZ FERIDO E MORTO CORAÇÃO (ÚLTIMAS VISÕES DO CORPO)

Meu grito não alcança palavras
Em meu testemunho, escadas
as fotos, os quadros e roupas


Parados no tempo da noite

Ouvindo o berro do quarto
Gemem as paredes brancas


O abajur ilumina o lado

De um quarto abandonado
Meu corpo está deitado

Sim, na penumbra do chão

Bateu, e pela última vez

Jaz Ferido e Morto Coração

(Ferina * Karolina B)

24 de ago. de 2008

BRASILERA MI MANCHI


Ti ho conosciuta una sera,
in internet, donna brasilera.
E' nata in me una grande speranza
ma tu m'hai lasciato come una vacanza.
Per un po' son rimasto indifferente
di te non mi mancava niente.
Poi una notte all'improvviso
ho sfiorato, in sogno, il tuo viso.
Ho accarezzato la tua pelle
sdraiato con te a guardar le stelle.
Il tuo profumo m'ha inebriato
come un uomo innamorato.
...ed ora mi manchi
come i tuoi fianchi.
Mai ricevuto carezze audaci
solo agognato i tuoi dolci baci.
Nei tuoi seni adorati vorrei posare
la mia guancia, poi in riva al mare
continuare ad osare e far di tutto
perchè nulla con te è brutto.
Lasciami continuare a sognare
è bello accanto a te riposare,
con la tua mano nella mia
viene più facile parlar di poesia.
.
Ferino *Lancil*

23 de ago. de 2008

SEM SOM


afinal as palavras
eram ocas e sem ruído
mesmo no papel eram invisíveis

não tinham significado
faziam parte de uma linguagem
de silêncio

a invenção da escrita
tornou-se inútil
como a alma num animal

queria tanto gritar
palavras de revolta
cuspir centelhas de fogo
sussurrar palavras de afecto
da boca junto do ouvido
falar palavras de comando
num leito de mel

afinal as palavras
eram o silêncio
de uma vida
sem entendimento

Atit Ordep

Foto de Amanda

21 de ago. de 2008

MADRUGADA


Sem sono, penso em ti...
Imagino-te dormindo...
Da porta do quarto te observo,
e logo não resisto
e me aproximo de mansinho,
não querendo te acordar...
Chego bem perto,
te faço um carinho...
Esboças um sorriso,
e continuas dormindo...
talvez estejas sonhando...
Continuo te olhando e me afasto
para que descanses...
Dormes...
e eu aqui, sem sono,
cheia de saudade e de desejos,
penso em ti...
.
Suely Ribella ©

20 de ago. de 2008

LA MIA VITA IN UN PUGNO


Seduto lassù
sulla cima del monte.
Arrivato sudato
m'asciugo la fronte.
Guardo laggiù
nella valle lontana.
Solo silenzio.
Il mio cuore batte.
Sento pulsare le vene.
Guardo le dita
della mia mano.
Sono lunghe, vissute,
con le nocche, ossute.
Per ogni dito un ricordo
ed un ringraziamento.
A chi mi ha creato
atto d'amore in un prato.
A chi mi ha cresciuto e
mi ha dato il suo cuore
A chi mi dato una spinta
sul sentiero della vita.
A chi mi ha sopportato
senza mai lamentarsi.
A chi ora ha gl'occhi
arsi, e mi viene incontro.
Mi tende la mano
mi dice: vieni con me!
l'ora tua è giunta!
Ti ringrazio ultima
amica e ti prendo la mano.
E felici lontano, lontano
verso l'oblio del tempo
noi correndo andiamo!
L'orrendo crepaccio
si apre d'un tratto
un lampo di luce,
di vita.....è finita!
Dov'è andato l'amore
così tanto cercato?
Dove andato quel viso
che io ho sempre sognato?
E' racchiuso nel cuore
del grande ghiacciaio
e lo scalda il ricordo...
..tanto,io,
non ti scordo!
.
Ferino *lancil*

19 de ago. de 2008

FRIO


Percorro,
escorro,
caio
em teu corpo
Ignoras-me
não te importas
com meus
desejos
És frio
és mal
odeio-te
pelo
tanto
que
quero-te
.
Foto Sara Sa
Ferina*izil*

18 de ago. de 2008

MENTIRA


a mentira
atravessa violenta
a minha ingenuidade indefesa
como a chuva torrencial
rasga as cartas de amor imaginárias
que nunca te escrevi

a mentira
arruinou todo o meu futuro
desenhado num vidro embaciado
a minha alma estava hipotecada
na ilusão de um fado em dó menor
cantado com voz rouca

a mentira
deixou o sonho ganhar asas
e subiu ao céu
e quando lá chegou
do alto do azul infinito
viu a verdade
e então compreendeu
que não sabia voar

a mentira
tem asas de cera
que derretem com o sol

a mentira
me deixa a suspirar pelo passado
com um medo eterno do futuro
sem ti e sem a mentira
a vida afunda-se no fio de uma navalha

Atit Ordep
Ferino num desatino

17 de ago. de 2008

DESPEDIDA


Você se despediu,
deixando a impressão
de que retornaria...
Nunca mais voltou...
E eu continuo aqui
fazendo versos,
sonhando com você...
Foi sempre assim,
nunca deixei de sonhar
com você...
.
Suely Ribella ©

16 de ago. de 2008

LA VITA E ' DIFFICILE


VIVERE

E' DIFFICILE.

SEMPRE.

NASCERE E MORIRE E' SEMPLICE!

FACILISSIMO.

NON DEVI FAR NULLA!

NIENTE!

TUTTO

MALEDETTAMENTE SPONTANEO.

ED E' IL MODO,

IN CUI SI MUORE,

CHE SIGILLA

IL SIGNIFICATO DI UNA VITA!

ED E' PERCHE' SI NASCE,

E DOVE,

E COME...

LA SPEGAZIONE DELL'ESISTENZA.

12 de ago. de 2008

CHOVE...


Essa chuva fina e fria,
traz uma certa tristeza...
Traz saudade, melancolia...
Medo, aflição, incerteza...
Não sei se é o tempo, a vida,
alguma coisa perdida...
Sempre que chove assim
sinto uma tristeza em mim!
Pensamentos me assaltam
e pra muito longe me levam...
Os vidros da janela embaçados
deixam meus olhos marejados...
Fecho a cortina pra não ver
a chuva que me faz sofrer...
fecho os olhos pra rever
quem não consigo esquecer...
.
Suely Ribella ©

10 de ago. de 2008

SONETO DO DESALENTO


eu não sei mais o que posso dizer
quando me olho bem no espelho
contemplo um rosto gasto, a sofrer
esmorecido, melindrado e velho

falo com alguém que bem conheço
está lá do outro lado da minha vida
é pessoa que não merece muito apreço
vive nos meus erros de forma repetida

como se aquela triste personagem
não vivesse em cruel sofrimento
presa no sufoco de uma miragem

uma vida tomada assim por inteiro
pelo sofrimento e pela engrenagem
de um amor tolo que foi o primeiro

Atit Ordep

9 de ago. de 2008

AMO-TE


preciso dizer
amo-te
todos os dias
e não sei a razão

penso em ti
esplendorosa
num pedestal
sedas esvoaçantes
salientam tuas coxas

num trono te coloquei
porque és a mulher mais bela do universo
e embora este seja pequeno para o teu brilho
é causa da minha cegueira

agora só te vejo a ti
e só sei dizer
amo-te
não sei conjugar mais nenhuma palavra
nem ver outro rosto que não o teu

e não há razão
que me demova
de te venerar
não há razão
razoavelmente factual
que me deixe enxergar
para além do brilho
dos teus olhos


Atit Ordep

Foto de Alex Korolkovas

8 de ago. de 2008

DIA E NOITE


uma folha branca
depois da noite amarga
exibe miragens imorais

nada se vislumbra
além da óbvia desilusão

o tempo arrasta
um corpo pesado
vergado pelo abuso
do choro contido
de uma manhã cinzenta

um ribeiro corre
na direcção de um pântano
e aí os dois se encontram

ficam os sonhos por contar
e os planos por fazer
dois olhares de rancor
se entrelaçam na encruzilhada
da manhã com a noite

Atit Ordep

Foto de Isabela Daguer

7 de ago. de 2008

FELIZ


Queria-te comigo...
mas, se estás feliz
longe de mim,
prefiro-te assim...

Mas, se finges,
não estás feliz,
então vem,
que eu também
estou infeliz
longe de ti...
.
Suely Ribella ©

6 de ago. de 2008

NON CI SEI PIU'


Guardo l'acqua che scende
e scarica lampi e saette,

guardo i vetri appannati
di questa primavera.

Guardo il giorno
che si trasforma in sera.

Neanche i fiori hanno più
il loro profumo

e scende il buio
tutt'intorno al mondo

mentre il silenzio
avvolge la vita

che è finita.
Ma tu non ci sei più.

E gl'altri ridono,
si divertono.

Ma tu non ci sei più,
perchè non ci sei più?

Ferino*lancil*

5 de ago. de 2008

TARJA PRETA


Tens medo de entrar
em meu mundo
Tens medo de saber
os meus segredos
És covarde,
não se expõe.
És fraco,
não tens garra.
Meu mundo é
o inverso do teu
Minhas façanhas
para você são proibidas
Tua vida e a minha
não se cruzam
Eu sou o
veneno d’alma
Eu sou a
tarja preta
de tua vida
.
Ferina*izil*

3 de ago. de 2008

HORAS PERDIDAS



Nos dias da minha vida,
perto de quem não me tem, 

há tantas horas perdidas
longe de quem quero bem...
.
Suely Ribella ©

2 de ago. de 2008

O MEDO


O rosto é morto
os olhos tristes
coração apertado
é o medo
o medo do amor
o medo do sentir
de avançar,
mergulhar,
conhecer
Passam-se os anos, os
olhos continuam tristes
o coração enganado
O medo faz com que
o coração esqueça de
como é o amor,
a paixão
O medo de amar,
mata as emoções

Ferinaizil


POEMA CRIADO 02.08.2008

1 de ago. de 2008

CAI...



Fui andando de
encontro a você
caí no precipício,
você não me aparou
fingiu que me segurava,
mas na realidade me empurrava
Agora cá estou,

neste poço sem fim
gritando, pedindo ajuda.
Quero alguém que
me dê a mão,
Quero um novo
amor para mim

Ferina izil


POESIA CRIA 01.08.2008