MEU AQUI,
ALI,
NO ALÉM .
artesã das palavras/izilgallu
postado pela primeira vez
05.05.2010
Por vezes,
me surpreende
com meus pensamentos.
Não sei de onde saem
estas malditas palavras
sem pudor.
Eu as quero afugentar,
mas elas rodeiam
minha mente.
Forçam-me a pensar,
querem me embaraçar,
tentam me fazer escrever
o que nem ouso
imaginar.
Mas estão de castigo,
estas palavras.
Não vão mais sair
de minha mente.
Ferina Izil
Artesãdaspalavras | izilgallu
POEMA CRIADO EM 29.07.2008

Ferinaizil
POESIA CRIA EM 04,08.2008
POEMA DE 28.08.2008
Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir,
deve carregar
muitas almas falsas,
arrastá-las
em seus infernos particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca
se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.
Ferina izil
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
POEMA CRIADO 01.09.2008
Ferinaizil
CRIADA 7 DE OUTUBRO DE 2008

Ela usava
uma saia vermelha.
Tinha os olhos
e os cabelos
tão negros
quanto a noite sem lua.
Ela vinha...
ninguém sabia de onde.
Surgia de repente,
do nada.
Era admirada,
cantada,
exaltada.
Mas, assim como
um vendaval,
ela passava
sem se importar
com nada.
E a todos
atravessava.
E a todos
ignorava.
Simplesmente seguia.
Ia embora
sem deixar rastro.
Só deixava
seu perfume,
que a todos
enfeitiçava.
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Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferinaizil