31 de jul. de 2008

LA CODARDIA


Nessuna parola.

In silenzio

e a tradimento

un colpo di pugnale.

Al centro del petto

per squarciare

il cuore.

Fiotti di sangue

sprizzano

tutt'intorno.

Non c'è amicizia, contatto.

Non c'è amore ne odio.

C'è indifferenza.

Il sangue cola

e nessuno ti soccorre.

Non hai il tempo di soffrire..

solo di chiudere gl'occhi,

pieni di lacrime

e morire guardando

lontano, lontano

di là oltre l'oceano

sudamericano.

30 de jul. de 2008

APATIA


Não há um pingo só de amor
nos versos que hoje faço
nesta noite fria...
o coração parece nem bater,
não há sorriso na face,
nem brilho, ainda que fraco, no olhar...
nada há que denuncie
a presença de vida em mim...
Assim, sem sentires, sem vontades,
vou juntando letras,
formando palavras, frases,
num texto sem vida
e sem você...
.
Suely Ribella ©

27 de jul. de 2008

E TU DORMI...



DORMI SERENA
DENTRO AL TUO LETTO
CON LUI ACCANTO

NON HAI PENSATO A ME
M'HAI SCHIAFFEGGIATO
NON SO PERCHE'

TI SVEGLIERAI
E LUCE DEL NUOVO GIORNO
T'ACCOGLIERA'

AVRAI TANTI AMICI INTORNO
E IL MARE DELLA TUA CITTA'
NON CI SARO' PIU' IO

IO CHE SONO VIRTUALE
CHE SONO NULLA
CHE SONO IL MALE

Ferino*Angelo/colanget*

26 de jul. de 2008

O MOUSE


O mouse me obedece...
Em movimentos calmos
e lentos,
olhos fixos no monitor,
alheia ao mundo,
vou contornando teu rosto,
teus olhos, tua boca...
e fico assim distraída,
em pensamentos
quase reais...
e o cursor vai deslizando,
quase entorpecido
tanto quanto eu,
em carinhos
e carícias imagináveis...
Não tenho pressa...
Eu nunca tenho pressa
quando estou contigo...
.
Suely Ribella ©

25 de jul. de 2008

PEQUENO HOMEM (1)


o pequeno homem
é o que não
tem coragem,
esconde-se

em suas
falsas palavras.

.
Ferina *izil*


PEQUENO HOMEM (2)


o pequeno homem
é aquele que subiu,
escalou para fugir
de seu próprio
temor aqui

embaixo
.
Ferina*izil*

PEQUENO HOMEM (3)


o pequeno homem é
aquele que não fala,
não escreve, pois teme
e sempre se
esconde atrás da
pedra do sapato
.
Ferina*izil*

PEQUENO HOMEM (4)

o pequeno homem
não é o anão,
é o gigante que
de tão covarde,

finge-se de morto
.
Ferina*izil*






PEQUENO HOMEM (5)

o pequeno homem
tem a distância,
a dor, a morte,
o medo,

a falsidade como
escudo.


Ferina*izil*

PEQUENO HOMEM (6)


o pequeno homem
é aquele que
usa uma tela,
uma máscara,
para tentar
provar
que é real

Ferina*izil*

24 de jul. de 2008

O MEU AR


Tão má eu sou que hoje pensei
em ver-te morto,
e um sorriso sarcástico esbocei,
não foste meu,
e uma vez morto,
já não serás de mais ninguém...
Tentei fechar o pensamento,
o ar já me faltava...
de alguma forma és meu...
Então sou má e egoísta,
quero-te vivo,
pois se fores, levas contigo
o ar que eu respiro...
.
Suely Ribella ©

23 de jul. de 2008

ESQUECIMENTO (A PAZ INFANTE)



A inocência poderia ser mais
presente ao invés de passado
Mas na maioria do tempo
Brincamos com tantas verdades
Mentimos sobre nossas vontades
Meu eu, sem eu, descontente
Suportando o evidente caos
De ter esquecido como é a paz
Assim perdemos o deslumbre
Da paz infante

(ferina * Karolina B)

22 de jul. de 2008

POUSAR





Sinto que estou caindo

Estou chegando aos seus pés tão frios
Quando esbarrar me levante
Ficarei olhando um instante
Para os seus olhos brilhantes
Uma esperança que eu nunca tive

Sinto que estou caindo
Não tenho mais asas para pousar
Não tenho impulso para voar
Espero que me recolha com duas mãos em concha
E não desista de me acalentar
Até que eu consiga abrir os olhos

Estou aqui caído
O chão frio reconhece meu corpo
Espero poder sentir o seu gosto
Logo tomarei novamente o ar
Mas o doce sono seduz em lembranças
Agora estou em profunda discórdia
Dormir e acordar
Pousar ou voar

(Ferina * Karolina B)

foto: [link original]

21 de jul. de 2008

O PECADO


De novo nossa mente
nos surpreende
É o perigo rondando
nosso presente, nosso futuro
O pecado nos faz arriscar a
pele...pelo prazer
Mas somos amarrados
não podemos nos perder
nem riscos correr
nem sair dos limites
Mas somos também
ameaçadores ferozes
E vamos quebrar as
amarras de nossas mentes
Esqueceremos dos perigos
e penetraremos no prazer
Eu é você
.
Ferina *izil*
foto guy berthier

20 de jul. de 2008

S.O.S.


Sinto ainda em minha boca
o gosto dos teus beijos,
e em meu corpo
o prazer dos teus carinhos...
Sinto o calor das tuas mãos...
Ah, Como eu queria
estar contigo agora!
Tenho fome, tenho sede,
que só teus beijos,
teus carinhos,
só tu, mais ninguém,
podes matar...
Vou morrer de fome e sede
porque não vens me socorrer...
.
Suely Ribella ©

19 de jul. de 2008

DILANIATO DA UNA FIERA


Intrappolato con gusto,
passione al momento giusto.
Sorrisi e ammiccamenti
così passavamo i nostri momenti.
Poi vennero i litigi
le incompresnioni.
Le tue Gelosie.
Poi ti sei trasformata da
Angelo
in Arpia.
In una bestia feroce.
Mi hai squarciato
il torace e il ventre

mentre
il mio sangue bevevi
con le unghie graffiavi
il mio cuore
per aggiungere
ancor più grande il dolore.
Le tue urla

di godimento

sovrastavano
le mie deboli e inconsistenti.
Grande la ferita
la mente spenta
il cuore a brandelli.
Non contenta mi hai
voluto umiliare.
MI cercavi e non ti facevi
più trovare.
Mi hai anche affiancata una
tua spia. Hai tramato...
VOLEVI AMORE..
TE L'HO DATO...TANTO!
Non ti bastava
volevi il mio sangue.
Ed ora che sono morto
che nulla, conto più,
per te, moglie
io torno e se anche
hai sfracellato il mio corpo
non avrai mai, ormai
la mia mente.
Non cerco vendetta
ma solo verità
e giustizia.
In questo mondo
di ladri e assassini
io grido viva l'amore...
senza distanze, senza mari
o oceani,
l'unico collante
del genere umano.
C'è la luna in cielo
notte splendida per morire
t'illumina il cammino.
CHIUDI LA PORTA
SBARRA LE FINESTRE
Potrebbero arrivare anche
gli spirti del mal
evocate..lontano..lontano....

18 de jul. de 2008

O QUE DIZER PRA QUEM VOOU



O que dizer pra quem voou?
Dos suplícios da saudade?
Que hoje bordei seu nome?
Da vantagem de tê-lo longe?
Das maldades de tê-lo perto?
Que adotei os seus vícios?
E a razão não parece certa?

Vou dizer pra quem voou...
Que tuas asas são tão grandes
(os ternos momentos de amizade)
Estão batendo a vontade
Na mesa, cama e banho
Do meu dia, sempre estranho
Sempre tão organizado
Você e sua bagunça

Pra onde você voou?!

(Ferina * Karolina B)

17 de jul. de 2008

MINHA BUSCA


A milhares de anos
venho renascendo
e em todas minhas vidas
venho te procurando
não sei se vou te encontrar
nem sei se és verdadeiro
não consigo te descobrir
Teu disfarce me engana
não consigo te ver por
debaixo desta máscara
não consigo chegar
em teu coração
não me deixas te alcançar
Estás sempre em movimento
Estás sempre em outro lugar
.
Ferina *izil*

16 de jul. de 2008

OS OLHOS DA NOITE



Os olhos da noite
me espreitam,
vigiam meu passos,
meus pensamentos,
invadem os espaços
dos meus sentimentos,
são olhos devassos,
me trazem tormentos...
os olhos da noite
me impedem
de estar em teus braços,
me roubam momentos...
.
Suely Ribella ©

15 de jul. de 2008

TUA BOCA SABOR DE MAR


a tua boca sabe a mar
largueza de sensações
distâncias navegáveis

à roda de ti
velejam caravelas
naufragam marinheiros

tua boca
engole o azul do céu
e o verde do mar
num festim louco
de corações sentidos

Atit Ordep

Foto de Micael Santos Dourado

14 de jul. de 2008

MEDO QUE MATA


Quantos sorrisos
quando a vontade é chorar,
Quanta amargura silenciosa
quando a vontade é gritar,
Gritar para o mundo
a dor do medo de sentir
a “ dor da paixão”.
Mas, cuidado porque
o amor não pede licença,
quando quer chegar
ele vem e penetra no coração,
passa por cima dos medos e
nos faz delirar
entre a loucura
e a sanidade,
tornando-nos valentes...
tornando-nos covardes...
Mostrando-nos a
outra realidade,
aquela que escondemos.
E neste instante maior,
neste instante de paixão
nós ficamos desarmados,
sem abrigo, inseguros.
Há os que se acham fortes
e lutam contra este amor,
arrancam no do peito,
tornando-se ocos,
vazios, tristes,
e assim passam pela vida
e se arrependem.
mas aí... a vida já acabou,
restando só
“lamento”
e
“dor”...

.
Ferina*izil*

13 de jul. de 2008

CERTAS HORAS



Há certas horas
que muito dizemos
e nada falamos

Há certas horas
que nada dizemos
não é preciso
tudo se explica
no silêncio dos
nossos olhos
.
Ferina *izil*

12 de jul. de 2008

SOFRIMENTO...


Insustentável
a ausência,
o afastamento...

Indecifrável
o código,
o comportamento...

Inexplicável
a dor,
o sentimento...
.
Suely Ribella ©

11 de jul. de 2008

ESPEREI



Eu esperei
Cultivei dores
Tomei água, colhi uvas, desamores
Cheirei as rosas enviadas
Chorei nas cartas de amor
Virei o homem da casa
Tirei leite das vacas
Domei seu cavalo negro
Cavalguei...

Cheguei
Andei no pasto
Sentei no monte,
deitei na rede, desgasto
Tirei seu prato vazio
Queimei as cartas passadas
Vendi sua melhor vaca
Seus pastos, sua morada
Montei no cavalo negro
Te deixei...

(Ferina * Karolina B)

9 de jul. de 2008

CADA UM


O tempo vai passando
e vamos ficando,
quem sabe,
perdidos
no passado, esquecidos
de cada um de nós...
O tempo passa
veloz!
Relógios, desmontem!
O tempo foi ontem,
é hoje, é depois...
somos um,
somos dois...
Cada um
é cada um,
é nada,
é nenhum...
.
Suely Ribella ©

8 de jul. de 2008

MEUS FANTASMAS


Sou assim meio iludida
tenho fantasias
crio amores,
paixões
e finjo que são reais
Vivo num mundo
que beira a loucura
querendo tornar
meus sonhos reais
Busco de todas as
maneiras encontrar
em alguém algum sinal
se existe eu não sei
Mas se não encontrar
não me importo mais,
vivo feliz com
meus fantasmas,
pois eles me
compreendem
e me dão paz
.
Ferina*izil*

6 de jul. de 2008

VERSOS NÃO LIDOS




São versos ou mesmo trilhos
São caminhos onde ninguém pensou

Pensamentos onde ninguém andou

Passaram desapercebidos
Donos de tantos brios

Não choraria tantas páginas
Se houvesse lido as tuas lágrimas

(Ferina * Karolina B)

5 de jul. de 2008

FLORES REFUGIADAS



Ah Ele quer a paz tão desejada
De infinitas sensações amadas
Quer a pomba branca no peito

A neve, a tempestade e o frio
Cair no monte e dormir pra sempre
Perder a consciência da guerra

Ganhar a ilusão de mil vidas
Quer anunciar a primavera
Das flores refugiadas

Ganhar o último abraço na terra
E o primeiro beijo no céu
Contar aos fantasmas as sagas

De um herói esquecido
A neve, a tempestade e o frio
Da mais triste jornada humana


(Ferina* Karolina)

Imagem site thirdover4

4 de jul. de 2008

INSISTÊNCIA


Insisto.
Persisto.
Não desisto.
Ainda vou conseguir
encontrar.
E quando encontrar
vou agarrar
com unhas e dentes,
não vou mais soltar,
não vou deixar
escapar
de mim,
a felicidade.
.
Suely Ribella ©

3 de jul. de 2008

DOR DO AMOR


Sofro em silêncio
pela dor do amor oculto.
Desiludo-me aos poucos,
entristeço, envelheço.

O amor este malvado
que machuca o coração
vem em silêncio acomoda
e incomoda também

Sofro ao ver que o AMOR
nem sempre pode ser real
DOE-ME saber que
de mim é preciso tirá-lo

Mas coração tenha paciência
que um dia este amor se vai,
e no lugar deste amor
restará lugar para outro amor.
.
izilgallu

2 de jul. de 2008

O DIÁRIO NEGRO


É que estou me sentindo morta
E o que está vivo já não quer mexer
O que levanta são apenas pálpebras
Mas a verdade é que não posso ver

Gosto do incerto mas estou errada
Tenho medo de me encontrar
É bom sair as vezes do limite
Para ouvir, entender, gritar

Estou com medo de comprar as rimas?
Alguns criticam, tiram sarro, correm
Para contar que estou verde ainda
Versos quebrados, quero, logo morrem

É que estou me sentindo morta
Versos soltos são um burburinho
Essas palavras sem cor ou domínio
Vão seguindo sem ver o caminho

Ferinos sabem do diário negro
Onde escrevem o reflexo d'alma
Abrem o peito e discorrem tudo
Acham no verso o risco da palma

Ferinos sabem...

(Ferina * Karolina B)

1 de jul. de 2008

PEQUENAS COISAS RESPONSÁVEIS PELA FELICIDADE DAS PESSOAS QUE VIVEM NO MUNDO ACANHADO DOS SENTIMENTOS INVENTADOS HÁ MUITO TEMPO PELO POETA FORJADO…


ele, agarrou-a por trás
beijou-lhe a nuca
cheirou o seu pescoço
e sussurrou-lhe algumas palavras

ela, colocou-se em posição fetal
e fechou os olhos
deixou o calor do outro corpo
cobrir o seu corpo descontraído

eles, pararam o tempo
penduraram o sol no céu
e as aves nos beirais
abriram uma janela do mundo
para que corresse uma suave brisa

ele, segurou-lhe os seios
e disse-lhe que queria ser uma criança
brincar com os seus cabelos e ser amamentado

ela, segurou-lhe a cabeça
com força entra as pernas
e fechou os olhos
imaginou as aves no céu
e o sol nos beirais

ele, levantou a cabeça
olhou-a nos olhos
agarrou-a pelo cabelo
e arrancou palavras da sua boca
e deixou-as escorrer pela língua

eles, estenderam os corpos ao sol
deixaram as mãos procurar as cores do céu
os olhos semicerrados sentirem o som do mar
cada um abraçou os dias feitos de sabores

pequenas coisas
guardam a chave do sonho
pequenos gestos
guardam o segredo da vida

Atit Ordep

Titulo completo do poema:

Pequenas coisas responsáveis pela felicidade das pessoas que vivem no mundo acanhado dos sentimentos inventados há muito tempo pelo poeta forjado na amargura dos dias solitários.