Ando pelas ruas,
escorrego no sangue das sarjetas.
Estou confusa, não sei mais nada.
Este sangue será meu,
será dos mortos, será teu?
Estou andando à toa,
em círculos, sem rumo.
Procuro por uma mão amiga,
nada encontro a não ser
mortos-vivos, pedaços de gente,
corpos sem corações, sem emoções.
Será que o mundo acabou
e eu não percebi?
Será que morri e não me dei conta?
Onde será que estou?
Cadê as mãos estendidas?
Cadê você, cadê ele?
Por que ninguém responde?
Por que este silêncio que dói?
Socorro, alguém me ajude,
me acorde, me tire deste
pesadelo, aqui nada é real.
.
Ferina
izil
Um comentário:
Izil
Un poco pesaroso
un sueño atroz
camina sin miedo
el amor, el amor
está en nuestro corazón
y la mano amiga
sigue extendida
para que jamás camines sola.
Un abrazo.
Juan Antonio
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