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19 de jun. de 2026

PESADELO



Ando pelas ruas,

escorrego no sangue das sarjetas.

Estou confusa, não sei mais nada.
Este sangue será meu,
será dos mortos, será teu?

Estou andando à toa,
em círculos, sem rumo.

Procuro por uma mão amiga,
nada encontro a não ser
mortos-vivos, pedaços de gente,
corpos sem corações, sem emoções.

Será que o mundo acabou
e eu não percebi?

Será que morri e não me dei conta?

Onde será que estou?

Cadê as mãos estendidas?
Cadê você, cadê ele?

Por que ninguém responde?

Por que este silêncio que dói?

Socorro, alguém me ajude,
me acorde, me tire deste
pesadelo, aqui nada é real.

.

Ferina

izil

6 de fev. de 2011

PRA SEMPRE



O véu que nos separa
deixa ver muito pouco
dos seus traços elegantes
do seu sorriso blasé
sinto por instante
que você me encara
mas não sei dizer
se está zombando de mim
ou simplesmente
está sentando bem perto
tentando me ver
e entre suspiros e uivos
eu só posso repetir,
quantas vezes já disse
já nem sei (mil talvez)
o véu que nos separa
serviu pra nos unir
o que seria um simples momento
(vívido e excitante)
tornou-se um "pra sempre"
(nublado mas constante)
Pra sempre.

Ferina * Karolina B