13 maio 2009
JUÍZOS
Fiz bom juízo da vida,
pensei que ela soubesse
o que eu queria e precisava,
e não lhe pedi nada...
Em troca, a vida fez
um mau juízo de mim,
julgou-me sem interesse,
por isso, nada me deu... .
Suely Ribella ©
12 maio 2009
FALSA LIBERDADE
09 maio 2009
UM TEMPO PARA AMAR

um tempo para palavras ternas
desliga a luz, desfaz a cama
um tempo para dar as mãos
desliga estas vozes dentro da minha cabeça
um tempo para o amor
aqui no escuro, nestas horas finais
fecho os olhos para não me ver
aqui deitado ao teu lado
e a manhã virá
e eu farei o que é considerado certo
mas não consigo fazer com que me ames
Atit Ordep
Foto de negateven
desliga a luz, desfaz a cama
um tempo para dar as mãos
desliga estas vozes dentro da minha cabeça
um tempo para o amor
aqui no escuro, nestas horas finais
fecho os olhos para não me ver
aqui deitado ao teu lado
e a manhã virá
e eu farei o que é considerado certo
mas não consigo fazer com que me ames
Atit Ordep
Foto de negateven
06 maio 2009
C'È QUALCHE COSA DI NUOVO OGGI NELL'ARIA
03 maio 2009
E NO FIM...

e no fim a morte foi uma ilusão
onde se aguardava uma visão de ti
apenas um vislumbre de algo pálido
se anunciou à porta do quarto
porque eu ainda pertencia
ao mundo dos vivos
e tu na tua infinita obtusa intolerância
já fazias parte daqueles
que em vida
vivem a morte
e no fim caminhei
pelo meu pé
só
como uma gota de chuva
que se agarra a uma folha
Atit Ordep
onde se aguardava uma visão de ti
apenas um vislumbre de algo pálido
se anunciou à porta do quarto
porque eu ainda pertencia
ao mundo dos vivos
e tu na tua infinita obtusa intolerância
já fazias parte daqueles
que em vida
vivem a morte
e no fim caminhei
pelo meu pé
só
como uma gota de chuva
que se agarra a uma folha
Atit Ordep
30 abril 2009
27 abril 2009
MA CHE POETA?

Vorrei essere un poeta sincero
uno di quelli che scrive il vero
non per essere importante
ma per le belle cose, le tante!
Vorrei piantare le unghie scarse
sulle tue liscie carni riarse
strisciare la mia barba irsuta
sulla tua pelle sconosciuta
Vorrei urlare solo a Te
che veramente sei per Me
avere, a costo di soffrire,
la tua bocca e poi impazzire.
Ma che poeta son'io
se non so cos'è che è mio,
cos'è che m'ispira veramente
proprio non ho capito niente.
Allora, bestia ignorante
non sei un poeta, sei niente.
neanche una misera schifezza
sei solo noia e tristezza.
uno di quelli che scrive il vero
non per essere importante
ma per le belle cose, le tante!
Vorrei piantare le unghie scarse
sulle tue liscie carni riarse
strisciare la mia barba irsuta
sulla tua pelle sconosciuta
Vorrei urlare solo a Te
che veramente sei per Me
avere, a costo di soffrire,
la tua bocca e poi impazzire.
Ma che poeta son'io
se non so cos'è che è mio,
cos'è che m'ispira veramente
proprio non ho capito niente.
Allora, bestia ignorante
non sei un poeta, sei niente.
neanche una misera schifezza
sei solo noia e tristezza.
.
Ferino*Lancil*
24 abril 2009
VOCÊ SEM MIM

Eu não sabia que era tão fácil
sumir, ser varrido, esquecidoQuando me vi, não estava ali
Não cantava, não sorria, eu, nada
Representava para o mundo
Que tudo ouvia, olhava e dizia
(Ferina * Karolina B)
photo: link original
21 abril 2009
DESCOBRINDO O PROIBIDO
Preciso avançar.
Descobrir o proibido.
Sair do conhecido.
Entrar na zona do perigo.
Preciso saber mais
das coisas deste mundo,
sair da solidão,
entrar na multidão,
na zona do pecado.
O proibido é bom,
nele habita o perigo.
Vivendo no risco,
vivemos na inquietude.
O real é falso.
O real é cativo.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
izil
postada pela primeira
em poemas e poesias.
Descobrir o proibido.
Sair do conhecido.
Entrar na zona do perigo.
Preciso saber mais
das coisas deste mundo,
sair da solidão,
entrar na multidão,
na zona do pecado.
O proibido é bom,
nele habita o perigo.
Vivendo no risco,
vivemos na inquietude.
O real é falso.
O real é cativo.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
izil
postada pela primeira
em poemas e poesias.
18 abril 2009
AMEI
15 abril 2009
NÃO TE VEJO
12 abril 2009
PERMISSÃO
Pelas ruas da vida
encontrei muitos amores,
mas, assim como achei,
fui perdendo
um a um.
Tropecei em teus carinhos,
em teus beijos
me enrosquei.
Mas livrei-me de você.
Como uma aranha
prende sua presa
em teias,
assim você
me prendeu.
Mas voei como uma águia.
Não nasci
para ser uma presa.
Gosto de viver livre,
com amor
ou sem amor.
O que me importa
é a liberdade
de poder usar as palavras
sem ter que pedir
permissão.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil
09 abril 2009
LONGE DE TI

longe de ti
tropeço e caio
na minha solidão
densamente povoada
por pequenos nadas
longe de ti
as cores do céu
desbotam com a chuva
e os rios transbordam
de pequenos nadas
longe de ti
existe um vazio
enorme como o mundo
cheio de gente
que não vale nada
longe de ti
fico perdido
do meu corpo
com uma alma vazia que chora
por tudo e por nada
Atit Ordep
06 abril 2009
ENIGMA
03 abril 2009
MORTE TRÊS
30 março 2009
MORTE DOIS
27 março 2009
MORTE UM

nada se passa
a nascente
terra de sonho e fantasia
nada se passa
a poente
terra de morte e padecimento
apenas se pode avançar
já não se pode recuar
o tempo que medeia
o inevitável
corre num só sentido
o futuro
mora ali à frente
passado
foi esquecido
ficam os dias
mornos
da ausência
de vida
enquanto a morte
não chega
Atit Ordep
a nascente
terra de sonho e fantasia
nada se passa
a poente
terra de morte e padecimento
apenas se pode avançar
já não se pode recuar
o tempo que medeia
o inevitável
corre num só sentido
o futuro
mora ali à frente
passado
foi esquecido
ficam os dias
mornos
da ausência
de vida
enquanto a morte
não chega
Atit Ordep
25 março 2009
AVISE-ME
Por favor, responde-me,
manda-me qualquer sinal.
Não acredito que teu amor
tenha se desfeito como fumaça.
Por favor, informa-me:
como vais? Como estás?
Não é possível que possas
sumir sem olhar para trás.
Se algum dia me amaste,
se algo foi real,
responde-me, avisa-me
com qualquer sinal.
Servem cartas, telegramas,
e-mails, bilhetes,
até mesmo, se puderes,
sinais de fumaça.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
24 março 2009
MINHAS HISTÓRIAS

Minhas memórias,
minhas histórias,
planos, enganos,
tudo perdido, esquecido,
num livro de anotações...
Sem noções, eu sonhava,
imaginava o amor,
um amor perfeito,
e hoje quando me deito,
à hora de dormir,
consigo sorrir das histórias
que criei, inventei
pra ser feliz,
e da vida sem glórias
que pra mim não quis...
.
minhas histórias,
planos, enganos,
tudo perdido, esquecido,
num livro de anotações...
Sem noções, eu sonhava,
imaginava o amor,
um amor perfeito,
e hoje quando me deito,
à hora de dormir,
consigo sorrir das histórias
que criei, inventei
pra ser feliz,
e da vida sem glórias
que pra mim não quis...
.
Suely Ribella ©
15 março 2009
NEM TUDO SÃO FLORES
13 março 2009
PEDRA NO SAPATO

sinto incómodo ao caminhar
uma certa desorientação se instala na minha cabeça
não sei escolher os caminhos
todas as estradas parecem ir dar a lado nenhum
não encontro o caminho
nem sei qual era o meu trilho
continuo a andar
com algum desconforto, devo confessar
acho que tenho uma pedra no sapato
alguém me acompanhava
mas noto que perdi esse ente
algo me impele a continuar
apesar de me sentir perdido
pena o caminho ser tão penoso
deve ser da pedra no sapato
Atit Ordep
Foto de Gonzales
Post-Scriptum - Com os sapatos do meu pai também eu era um grande homem...
uma certa desorientação se instala na minha cabeça
não sei escolher os caminhos
todas as estradas parecem ir dar a lado nenhum
não encontro o caminho
nem sei qual era o meu trilho
continuo a andar
com algum desconforto, devo confessar
acho que tenho uma pedra no sapato
alguém me acompanhava
mas noto que perdi esse ente
algo me impele a continuar
apesar de me sentir perdido
pena o caminho ser tão penoso
deve ser da pedra no sapato
Atit Ordep
Foto de Gonzales
Post-Scriptum - Com os sapatos do meu pai também eu era um grande homem...
11 março 2009
DEPENDÊNCIA
Como faço para
afastar-me de você?
Diga-me como
posso te esquecer,
se você continua a
roçar minha pele
e teu toque me
faz estremecer.
Como vou me
afastar de você,
se você me
torna febril com
teu olhar?
Não posso me
afastar de você.
Não posso
ficar sem ouvir
tua voz.
Sem você
posso não sobreviver.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil
09 março 2009
O QUARTO
Eu vi que era você
Não quis abrir a porta
Pedi, sai, vai embora
Bradou meu coração
O seu vulto de perto
Ouvi sua respiração
Quase, por um triz, abro
A fechadura do tempo
Um dia decidi então
Vou sair, quero te ver
Que a dor eu sinta e viva
Pois quero te seguir!
Do quarto saí aos pulos
Seu corpo, seu vulto
Quem abraço e beijo
Se agora não vejo ninguém?
(Ferina*KarolinaB)
07 março 2009
ÀS VEZES...

Às vezes, nos agredimos
para não transgredir
regras, leis, impostas
por pessoas que não sabem
nada do amor...
Às vezes, nos machucamos
para não ferir pessoas,
que nos pisariam
sem a menor cerimônia...
Às vezes, nos anulamos,
sem perceber,
e damos espaço
a quem não merece...
Às vezes, esquecemos
de nós mesmos,
mas sempre lembramos
de quem não devemos lembrar...
Às vezes, sofremos
porque ignoramos
a voz da razão, e deixamos
que o coração nos guie.
.
Suely Ribella ©
para não transgredir
regras, leis, impostas
por pessoas que não sabem
nada do amor...
Às vezes, nos machucamos
para não ferir pessoas,
que nos pisariam
sem a menor cerimônia...
Às vezes, nos anulamos,
sem perceber,
e damos espaço
a quem não merece...
Às vezes, esquecemos
de nós mesmos,
mas sempre lembramos
de quem não devemos lembrar...
Às vezes, sofremos
porque ignoramos
a voz da razão, e deixamos
que o coração nos guie.
.
Suely Ribella ©
05 março 2009
TUDO, TODOS, O QUE EU NUNCA VI

Esse cansaço faz de mim menos
E não consigo me ouvir aqui dentro
Todos parecem dar os seus passos
Enquanto estou caída no chão
Vivo como quem espera mais em vão
Pois nada o mundo pode oferecer
Anoiteço mesmo em plenas manhãs
Durmo para ignorar que o nada existe
Vivo assim no meu instante triste
Procurando uma divina mão
Que me arranque dessa noite eterna
E explique o tempo que perdi
Tudo, todos, o que eu nunca vi
(Ferina*KarolinaB)
04 março 2009
ESTE ESPAÇO, ESSA PALAVRA
Criei este espaço
Entre o amor e a dor
Entre o homem e seus valores
Entre a razão e o desespero
Eu disse:"Este sentimento se chamará imortalidade"
Mas os anjos propuseram: "Chame, oh Deus, de saudade."
Imortal?
Palavra bonita
Para ela, ordeno
Não terá um final
Foto: site Yotophoto
(Ferina* KarolinaB)
Entre o amor e a dor
Entre o homem e seus valores
Entre a razão e o desespero
Eu disse:"Este sentimento se chamará imortalidade"
Mas os anjos propuseram: "Chame, oh Deus, de saudade."
Imortal?
Palavra bonita
Para ela, ordeno
Não terá um final
Foto: site Yotophoto
(Ferina* KarolinaB)
03 março 2009
02 março 2009
LÁGRIMAS DE PIERROT
Ela está absoluta
Coberta de razões sufocantes
Sorriso que flutua no rosto pintado
Mas para ela está é manchado
Como o quadro negro marcado de branco
Quando perguntam sobre seu dia
Ela diz, tudo bem
Querem ouvir a verdade?
Sua sinceridade está guardada
Num quarto sem luxo
Com luz tão escassa
Coberta pelo tapete mais velho
Esparando o motivo
Que sem piedade, irá salvá-la
de responder tudo bem
(Ferina*KarolinaB)
Coberta de razões sufocantes
Sorriso que flutua no rosto pintado
Mas para ela está é manchado
Como o quadro negro marcado de branco
Quando perguntam sobre seu dia
Ela diz, tudo bem
Querem ouvir a verdade?
Sua sinceridade está guardada
Num quarto sem luxo
Com luz tão escassa
Coberta pelo tapete mais velho
Esparando o motivo
Que sem piedade, irá salvá-la
de responder tudo bem
(Ferina*KarolinaB)
01 março 2009
NIM

sim, eu sei
que existes no fundo de um baú
cheio de memórias
de amor e ódio
acomodada entre umas meias
sem uso
e um folheto de férias no Brasil
nas lembranças de Londres
no desespero de Lisboa
na fome em África
e na marginal de Cascais
na chacina das almas perdidas em Sintra
nas mentiras que atravessam o Tejo
e num carro branco abandonado em Estremoz
sim, eu sei que existes
mas, eu não existo mais
Atit Ordep
Foto de KafkaProject
que existes no fundo de um baú
cheio de memórias
de amor e ódio
acomodada entre umas meias
sem uso
e um folheto de férias no Brasil
nas lembranças de Londres
no desespero de Lisboa
na fome em África
e na marginal de Cascais
na chacina das almas perdidas em Sintra
nas mentiras que atravessam o Tejo
e num carro branco abandonado em Estremoz
sim, eu sei que existes
mas, eu não existo mais
Atit Ordep
Foto de KafkaProject
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