13 outubro 2009
12 outubro 2009
JAZ SEM VIDA
Corpos caídos,
sem vida.
Gritos desesperados no ar.
Vidas se esvaindo.
Tentativas inúteis
de ressuscitação.
A transformação é rápida.
O ser que há pouco tinha tudo:
brilho, cor, orgulho,
paixões, dores,
agora jaz rígido,
frio, sem cor.
Como pode um tudo
virar um nada
num segundo?
E todas as esperanças,
lembranças, planos,
aonde ficam?
Apagam-se simplesmente
com a morte
ou seguem para o universo,
deixando para trás
somente o corpo rígido
que era o dono
de tantos sonhos?
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
04 outubro 2009
O MEU FRIO

O frio me atinge o corpo,
o coração, a alma,
traz meus fantasmas
para perto de mim...
lembranças,
esperanças, desesperanças...
constatações
de uma realidade cruel,
de um passado terno,
hoje sombrio,
assim é meu frio,
num presente sem cores,
cheio de dúvidas,
dores, angústias...
sem vislumbrar,
nem sonhar
com a possibilidade
de um amanhã feliz,
ou, ao menos, melhor...
.
Suely Ribella ©
o coração, a alma,
traz meus fantasmas
para perto de mim...
lembranças,
esperanças, desesperanças...
constatações
de uma realidade cruel,
de um passado terno,
hoje sombrio,
assim é meu frio,
num presente sem cores,
cheio de dúvidas,
dores, angústias...
sem vislumbrar,
nem sonhar
com a possibilidade
de um amanhã feliz,
ou, ao menos, melhor...
.
Suely Ribella ©
01 outubro 2009
OS MASCARADOS
Sei que posso chocar.
Minhas escritas não são
doces nem suaves.
São reais,
talvez cruéis.
São verdadeiras.
Não temo escrever.
Escrevo o que penso,
o que observo
nos seres humanos.
Naqueles que fazem uso
de máscaras,
que passam o tempo
fingindo o que não são.
A mim não enganam,
mas também
não me incomodam.
Só me dão material
para escrever.
Nada tenho a ver
com suas falsas vidas.
A não ser
escrever sobre elas.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Minhas escritas não são
doces nem suaves.
São reais,
talvez cruéis.
São verdadeiras.
Não temo escrever.
Escrevo o que penso,
o que observo
nos seres humanos.
Naqueles que fazem uso
de máscaras,
que passam o tempo
fingindo o que não são.
A mim não enganam,
mas também
não me incomodam.
Só me dão material
para escrever.
Nada tenho a ver
com suas falsas vidas.
A não ser
escrever sobre elas.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil
28 setembro 2009
SEQUER PALAVRA
como poeta morto, as vezes bate
é maior do que qualquer tristeza
antes fosse dor, mas nem isso
nem ardência ou corte ou vento
é um momento para o nada
não é verbo, sequer palavra
quem me dera a dor de um amor para sentir agora
voltar disso do além-infinito
onde não se chora não se ri,
tampouco mesmo estou aqui
juntando letras como a salvação
dos melhores poetas vivos
ferina*KarolinaB
25 setembro 2009
TANTAS PERGUNTAS AO CAIR DA NOITE

onde estarás agora
que a noite caiu
e está escuro na rua
em que cama te deitas
quando o corpo abdica
de resistir ao dia
será que encontras
outros lábios para saciar
a sede de ternura
quantas mentiras
sobreviveram à realidade
da solidão do caminho de casa
em que cama vazia
te deitas agora
que trevas tens de transpor
para que um dia nasça
acordado por um beijo
quantos ciclos de cegueira
ensaias durante a tua vida
Atit Ordep
Foto de Paulo César Melges
que a noite caiu
e está escuro na rua
em que cama te deitas
quando o corpo abdica
de resistir ao dia
será que encontras
outros lábios para saciar
a sede de ternura
quantas mentiras
sobreviveram à realidade
da solidão do caminho de casa
em que cama vazia
te deitas agora
que trevas tens de transpor
para que um dia nasça
acordado por um beijo
quantos ciclos de cegueira
ensaias durante a tua vida
Atit Ordep
Foto de Paulo César Melges
22 setembro 2009
CONTRASTES
encontrei a dor e a desilusão...
Não ando entre a vida e a morte,
ando entre a morte e a vida...
.
Suely Ribella ©
Não ando entre a vida e a morte,
ando entre a morte e a vida...
.
Suely Ribella ©
19 setembro 2009
NO CAMINHO DE CASA
16 setembro 2009
FOME
13 setembro 2009
FOGO DE ARTIFÍCIO

são luzes o que procuras
na fricção dos corpos
um tremor que percorre o tronco
um êxtase brutal
uma carnificina dos sentidos
um prazer intenso mas descomprometido
isso não é amor
mas o que te importa?
a assepsia do corpo satisfeito e solitário
recupera do fogo de artifício
tudo sem as dores
do trabalho de parto
de uma vida em comum
Atit Ordep
Foto de Hugo Macedo
na fricção dos corpos
um tremor que percorre o tronco
um êxtase brutal
uma carnificina dos sentidos
um prazer intenso mas descomprometido
isso não é amor
mas o que te importa?
a assepsia do corpo satisfeito e solitário
recupera do fogo de artifício
tudo sem as dores
do trabalho de parto
de uma vida em comum
Atit Ordep
Foto de Hugo Macedo
10 setembro 2009
FLORES RESOLVEM TUDO
07 setembro 2009
SENTIDOS (CORAÇÕES)

agora encaixo os dedos
nas mãos
para poder sentir
o vento que trespassa os teus cabelos
seguro no nariz
para poder captar
os odores que a brisa
roubou no teu cabelo
coloco os meus olhos em órbita
para observar
as tuas meias a sair das pernas
e a tua roupa a despir a pele
moldo minha boca
embuto meus dentes
para te poder beijar
e morder os mamilos
aplico minhas orelhas
para te poder ouvir rugir
quando meu falo
te toca no fundo do ser
são os meus sentidos
rendidos ao teu esplendor
Atit Ordep
Foto de Atit Ordep
nas mãos
para poder sentir
o vento que trespassa os teus cabelos
seguro no nariz
para poder captar
os odores que a brisa
roubou no teu cabelo
coloco os meus olhos em órbita
para observar
as tuas meias a sair das pernas
e a tua roupa a despir a pele
moldo minha boca
embuto meus dentes
para te poder beijar
e morder os mamilos
aplico minhas orelhas
para te poder ouvir rugir
quando meu falo
te toca no fundo do ser
são os meus sentidos
rendidos ao teu esplendor
Atit Ordep
Foto de Atit Ordep
04 setembro 2009
INCAPACIDADE

um arrepio de frio
transita por seu corpo
as lágrimas são confusas
no seu significado
as palavras colam-se no céu da boca
como papeis amarrotados
não encontra o tempo dos gritos
numa angustia feita de revolta contida
invade-o uma agonia breve
soprada por um aroma familiar
passou o tempo breve dos sonhos
e já não é capaz de dizer que a ama
Atit Ordep
Foto de Hugo Macedo – www.hugomacedo.net
transita por seu corpo
as lágrimas são confusas
no seu significado
as palavras colam-se no céu da boca
como papeis amarrotados
não encontra o tempo dos gritos
numa angustia feita de revolta contida
invade-o uma agonia breve
soprada por um aroma familiar
passou o tempo breve dos sonhos
e já não é capaz de dizer que a ama
Atit Ordep
Foto de Hugo Macedo – www.hugomacedo.net
01 setembro 2009
FIM DE ESTAÇÃO

quando chegares
avisa os pássaros
para que voem em bando
na direcção do sul
vens tarde
os frutos amadureceram
as crianças partiram
as folhas das arvores
já se vestiram de ferrugem
cansadas de dar flor
olha no céu
e procura uma estrela nova
que te indique outro caminho
aqui ficou apenas
uma recordação da vida
e aqueles que sabem sobreviver ao Inverno
Atit Ordep
Foto de Vitor Tripologos
avisa os pássaros
para que voem em bando
na direcção do sul
vens tarde
os frutos amadureceram
as crianças partiram
as folhas das arvores
já se vestiram de ferrugem
cansadas de dar flor
olha no céu
e procura uma estrela nova
que te indique outro caminho
aqui ficou apenas
uma recordação da vida
e aqueles que sabem sobreviver ao Inverno
Atit Ordep
Foto de Vitor Tripologos
29 agosto 2009
NO CEMITÉRIO
26 agosto 2009
ANGUSTIA
Tenho dentro de mim
um vulcão em repouso,
que está pronto para explodir,
entrar em erupção.
Ele vai romper,
a qualquer momento,
as barreiras do meu coração.
Tenho que descobrir
como deixá-lo extravasar,
sem que me faça
em mil pedaços.
Sei que isto vai acontecer.
Então terei que juntar meus
pedaços novamente.
Tenho que descobrir
logo como agir,
como sair logo
desta angústia
em que me encontro.
Tenho que explodir urgentemente.
Tenho que reviver urgentemente.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil
23 agosto 2009
PENSO EM TI

fico ausente
no calor das planícies
fundo-me com o trigo
e rezo pela chuva
penso em ti
como uma semente invisível
que emprenhou toda a seara
e a minha alma
fico ausente
no acabar do dia
e choro
no inicio da noite
penso em ti
nua em cima da mesa
e no pão que o diabo amassou
fico ausente
na casa do moinho
que me mói o coração
junto com a farinha
penso em ti
na vastidão do campo
na enormidade da casa
penso em ti
sempre ausente
no pão e na vida
Atit Ordep
Foto de Zé Luís Cunha
no calor das planícies
fundo-me com o trigo
e rezo pela chuva
penso em ti
como uma semente invisível
que emprenhou toda a seara
e a minha alma
fico ausente
no acabar do dia
e choro
no inicio da noite
penso em ti
nua em cima da mesa
e no pão que o diabo amassou
fico ausente
na casa do moinho
que me mói o coração
junto com a farinha
penso em ti
na vastidão do campo
na enormidade da casa
penso em ti
sempre ausente
no pão e na vida
Atit Ordep
Foto de Zé Luís Cunha
20 agosto 2009
PRAIA

nesta praia cheia de mar
desenho as tuas pegadas
enquanto a areia está molhada
e construo um castelo de nuvens
um céu cheio de água
e barcos brancos de algodão
convidam as aves famintas
a provar a guloseima dos sonhos
no calor abrasador do areal
percorro a minha via sacra
com as tuas memórias cravadas na carne
e o suor da alma a brotar dos olhos
Atit Ordep
desenho as tuas pegadas
enquanto a areia está molhada
e construo um castelo de nuvens
um céu cheio de água
e barcos brancos de algodão
convidam as aves famintas
a provar a guloseima dos sonhos
no calor abrasador do areal
percorro a minha via sacra
com as tuas memórias cravadas na carne
e o suor da alma a brotar dos olhos
Atit Ordep
17 agosto 2009
COLAR...
Teimosa,
caiu no teclado,
depois de ter rolado
pela minha face...
Mais uma lágrima,
mais uma pérola
para o meu colar
de saudade,
a me sufocar...
.
Suely Ribella ©
caiu no teclado,
depois de ter rolado
pela minha face...
Mais uma lágrima,
mais uma pérola
para o meu colar
de saudade,
a me sufocar...
.
Suely Ribella ©
14 agosto 2009
ESCAVAÇÕES
13 agosto 2009
O MEU MEDO
O vento uivando.
Sussurros.
Arrepios.
Medo.
Medo?
Medo do desConhecido.
Medo de você.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
11 agosto 2009
QUANDO ELE FOI EMBORA
Ela mandou te dizer:
Da distância veio o esquecimento e as estradas partiram-se em caminhos Em que a saudade já não foi refúgio E aqueles tantos sentimentos confusos Esvaziaram-se do peito como um balão Como uma festa que acabou E estouraram as bexigas, apagaram as velas, despedidas, abraços e beijos
Mas assim como eu vi:
Doeu, dor aguda, lenta, preguiçosa Ela disse, a dor não vai embora Como sentimento em forma de gente Um diário aberto de traz pra frente Diria que ela te amou sem culpa Somente com receios da existência De tamanha pureza, lenço e dor.
(Ferina*KarolinaB)
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chave K,
lamento
05 agosto 2009
GUARDO COMIGO...
02 agosto 2009
HOMEM SEM LUZ
tenho medo de dizer
de escrever o que não sinto
de fazer poesia tão bela
para agradar meus olhos
e descobrir esses sentimentos
que borbulhavam aqui dentro
tenho medo de escrever o verso
de publicar só fantasias
escrever sozinho uma vida
que depois do fim é esquecida
medo de chegar ao nosso lugar
e não lhe dizer que estou lá
tenho medo de seguir assim
julgando ser o homem certo
sou excêntrico, incompleto,
vivendo de máscara
perante as verdades
que encontro em mimFerina*Karolina B
30 julho 2009
PUZZLE

Desfiz-me de todos os objectos
que ficaram após a tua partida.
São pequenas peças de um grande puzzle
que se vai desfazendo
conforme eu vou jogando fora
parte da estrutura que o montou.
A natureza na sua força avassaladora
cobre tudo com um manto verde
ervas e silvas
algumas flores aqui e ali
e muitos insectos.
Cobrem o que sobra
de um coração quebrado.
Mas mesmo assim
existem objectos ligados ao passado
que brotam do nada
como ervas daninhas
erguem-se do local onde tudo tinha sido abandonado
para me lembrar que é impossível
apagar a memória dos dias sem futuro.
Atit Ordep
Foto de Carlos Alberto
que ficaram após a tua partida.
São pequenas peças de um grande puzzle
que se vai desfazendo
conforme eu vou jogando fora
parte da estrutura que o montou.
A natureza na sua força avassaladora
cobre tudo com um manto verde
ervas e silvas
algumas flores aqui e ali
e muitos insectos.
Cobrem o que sobra
de um coração quebrado.
Mas mesmo assim
existem objectos ligados ao passado
que brotam do nada
como ervas daninhas
erguem-se do local onde tudo tinha sido abandonado
para me lembrar que é impossível
apagar a memória dos dias sem futuro.
Atit Ordep
Foto de Carlos Alberto
27 julho 2009
O BEIJO

vem de mansinho
este beijo recebido
de braços abertos
veio pela noite
o beijo de judas
com facas nos lábios
veio franco
o beijo de amizade
depositado nesta face
veio de surpresa
o beijo maroto
que roçou esta boca
veio inadvertidamente
o beijo enganado
tinha outro destinatário
veio contra vontade
o beijo que era de outro
volatilizou-se assim que confiado
veio húmido
o beijo do desejo
recebido de pernas abertas
Atit Ordep
este beijo recebido
de braços abertos
veio pela noite
o beijo de judas
com facas nos lábios
veio franco
o beijo de amizade
depositado nesta face
veio de surpresa
o beijo maroto
que roçou esta boca
veio inadvertidamente
o beijo enganado
tinha outro destinatário
veio contra vontade
o beijo que era de outro
volatilizou-se assim que confiado
veio húmido
o beijo do desejo
recebido de pernas abertas
Atit Ordep
24 julho 2009
CORAÇÃO PARTIDO

Trago o coração partido,
por tudo que já passei,
o tempo não foi perdido
porque o amor encontrei...
Meu coração se partiu
porque sozinho amou,
calou, sofreu, não fingiu,
ao amor se entregou...
Pode até estar partido,
um pouquinho remendado,
mas coração atrevido,
continua apaixonado...
Meu coração ficou forte,
com o tempo se curou,
não lamenta a triste sorte,
foi por amor que pulsou...
E você nem percebeu,
tão ocupado estava,
que somente por você
meu coração palpitava...
.
Suely Ribella ©
21 julho 2009
AMORE VERO

Amore vero,
vero che esisti?
Lo so, lo sento
che è vero che esisti!
Guardati intorno,
lo vedi il mare,
gli alberi, gli animali,
guardati allo specchio.
Ti sei visto?
Ecco, tu sei l'amore!
Tu hai fatto battere
e vivere un cuore.
Se ti è già capitato,
tu sei l'amore!
L'amore di un'amica
quando ti senti solo
e che lei fa di tutto
per aiutarti.
L'amore dei tuoi
figli con il loro sorriso,
che nuòlla chiedono
su gli rispondi.
L'amore per il tuo cane
che mai nulla chiede.
L'amore per il dolce
repiro della vita.
L'amore nuovo,
l'amore giovane,
l'amore passato,
l'amore vecchio.
L'amore, l'amore,
tutto è amore,
la vita è amore,
l'uomo è amore,
la donna è amore,
i figli sono amore,
la mamma è amore....
L'amore vero esite...
esiste quando
ti si blocca il fiato
quando non respiri
quando voli, sempre
più in alto, perchè ami
e perchè sei lucidamente sincero.
.
Ferino*Lancil*
18 julho 2009
AI MEU AMOR

Ai meu amor
Imagino que a chuva inunda meus olhos
Com imagens recortadas dos teus passos
Ai meu amor
Quantas dúvidas nascem todos os dias
Na esperança de erigir paisagens sadias
Ai meu amor
Nem sei se ainda existes no término da luz
Vislumbro apenas o sinal de uma cruz
Ai meu amor
Diz-me o meu coração que partiste sem eu saber
Enquanto te gabava a essência do teu ser
Ai meu amor
Deixei o meu sentimento a marinar
Para um dia ter tempo para te amar
Ai meu amor
Partiste assim de repente e sem me avisar
Enquanto eu conjugava o verbo (saber) amar
Ai meu amor
Que levaste contigo tudo o que reluzia
E o livro colorido que do amor entendia
Ai meu amor
Que não te quero mais perto do meu mar
Aonde os meus barcos partem para navegar
Ai meu amor
Quantas saudades ficaram por chorar
No instante em que não podias amar
Ai meu amor
Deixa que eu parta para outro mundo
Pois aqui o afecto já bateu no fundo
Atit Ordep
Foto de Suzana Camões
17 julho 2009
SOU DIFÍCIL
Sei que sou
difícil de entender.
Meus poemas são sem nexo,
sem rimas.
Nada de palavrinhas
rimando com palavrinhas.
Poemas doces
há aos milhares,
espalhados por aí,
todos escritos
com muito esmero.
Mas não os meus.
Nem sei se são poemas
o que escrevo.
Acho que não.
Talvez sejam
umas frases que junto
e penso
que sou uma poeta.
Mas, enfim,
é assim.
Meus temas
não são doces.
Minhas escritas
não são suaves.
Talvez meus amores
sejam fatais.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina izil
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