
Quantos sorrisos
quando a vontade é chorar,
quanta amargura silenciosa
quando a vontade é gritar.
Gritar para o mundo
a dor do medo de sentir
a “dor da paixão”.
Mas cuidado, porque
o amor não pede licença.
Quando quer chegar,
ele vem e penetra no coração,
passa por cima dos medos
e nos faz delirar
entre a loucura
e a sanidade,
tornando-nos valentes...
tornando-nos covardes...
Mostrando-nos
a outra realidade,
aquela que escondemos.
E, neste instante maior,
neste instante de paixão,
nós ficamos desarmados,
sem abrigo, inseguros.
Há os que se acham fortes
e lutam contra este amor,
arrancam-no do peito,
tornando-se ocos,
vazios, tristes.
E assim passam pela vida
e se arrependem.
Mas aí...
a vida já acabou,
restando só
“lamento”
e
“dor”...
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
Ferina Izil























